A Paz do Senhor Jesus!

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segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Salvo pela Cruz


Um excelente nadador costumava ir molhar o dedão do pé na água antes de mergulhar. Alguém lhe perguntou o porquê daquele hábito. O nadador respondeu: Ha alguns anos, quando eu era professor de natação e não conseguia dormir certa noite, fui nadar um pouco. A lua brilhava através do teto de vidro do clube, e não acendi a luz. Quando estava no trampolim, abri os braços e vi minha sombra na parede. Minha imagem formava uma cruz. Em vez de saltar, fiquei ali contemplando a imagem. Então, pensei na cruz de Jesus Cristo e em seu significado. Eu não era cristão, mas, quando criança, aprendi que Jesus morreu na cruz para nos salvar por seu precioso sangue. Naquele momento, lembrei-me do que eu aprendera sobre a morte de Jesus. Não sei por quanto tempo fiquei ali parado. Finalmente, desci e fui ate a escada para mergulhar. Meus pés tocaram o piso duro e liso do fundo da piscina. Haviam-na esvaziado, e eu não percebera. Senti um calafrio na espinha. Se tivesse saltado, teria sido o meu fim. A imagem da cruz na parede salvara minha vida. Fiquei tão agradecido a Deus que me ajoelhei à beira da piscina confessei meus pecados e entreguei-me a ele, consciente de que Jesus morrera exatamente em uma cruz para me salvar. Naquela noite, fui salvo duas vezes. E, para nunca mais me esquecer, sempre que vou a uma piscina, molho o dedão do pé antes de saltar. Não Ignore a cruz de Cristo; é ali que Deus lhe dá a vida!

Anônimo, Fonte: Calendário 2011 Junta de Missões Mundiais

Só observando



Um pastor observava as pessoas que vinham à igreja para orar. Entrou um velho que se ajoelhou e, levantando-se, foi embora. Sempre ao meio-dia, a cena se repetia. Curioso, o pastor perguntou-lhe o que fazia ali. O homem se chamava Jim e trabalhava numa fábrica em outro bairro. Almoçava e reservava o tempo restante para orar. Ficava pouco porque a fábrica era longe. Orava sempre assim: - Vim aqui, Senhor, lhe dizer quão feliz eu sou desde que nos tornamos amigos e o Senhor me livrou dos meus pecados. Não sei orar direito, mas penso em você todos os dias. Assim, hoje estou aqui só observando. O pastor disse que viesse sempre que desejasse. Tempos depois, o pastor, notando a ausência dele, procurou-o e descobriu que estava enfermo. A alegria contagiante de Jim mudou a rotina da enfermaria. A enfermeira-chefe não entendia como alguém tão simpático não recebia flores, telefonemas, visitas de parentes... nada! Quando o pastor aproximou-se de sua cama, Jim ouviu a enfermeira dizer: - Ninguém veio mostrar que se importa com ele. Ele não deve ter com quem contar! O velho virou-se para o pastor e disse: - Ela está enganada! Desde que estou aqui, sempre ao meio-dia, ELE VEM! Um querido amigo meu que segura minha mão e diz: - Eu vim para lhe dizer quão feliz eu sou desde que nos tornamos amigos. Gosto de ouvir sua oração e penso em você todos os dias. Agora sou eu quem o está observando ... e cuidando! Jesus é sempre o melhor amigo.

Anônimo, Fonte: Calendário 2011 Junta de Missões Mundiais

domingo, 30 de janeiro de 2011

O Tabernáculo (3ª Parte)

O Santo dos Santos ou Lugar Santissimo


Era o lugar mais interior do tabernáculo, um pequeno cômodo de 10 x 10 côvados (4,5 x 4,5m) separado do Santo Lugar pelo véu. Alí havia permanecia a Arca da Aliança com seu propiciatório. Não havia luz natural do sol, ou nenhuma luz artificial como o Menorah, mas somente a glória de Deus sua “Shekinah” iluminava o Lugar Santissimo. Não havia ali assento para homem, ali Jeová assentou-se só, no trono de glória e justiça. Nenhuma voz era ouvida somente a voz de Deus.



Era onde apenas o sumo sacerdote entrava uma vez ao ano com a cabeça curvada, pés descalços, sinos e uma corda amarrada à cintura e somente no dia da expiação , no Yom Kippur. Neste dia o sumo sacerdote entrava para pedir perdão pelos pecados do povo após sua purificação de sete dias e vestindo sua veste santa de linho e após banhar a sua carne em água. Veja Levítico 16:3, 12-19:

“Com isto Arão entrará no santuário: com um novilho, para expiação do pecado, e um carneiro para holocausto...Tomará também o incensário cheio de brasas de fogo do altar, de diante do SENHOR, e os seus punhos cheios de incenso aromático moído, e o levará para dentro do véu. E porá o incenso sobre o fogo perante o SENHOR, e a nuvem do incenso cobrirá o propiciatório, que está sobre o testemunho, para que não morra. E tomará do sangue do novilho, e com o seu dedo espargirá sobre a face do propiciatório, para o lado oriental; e perante o propiciatório espargirá sete vezes do sangue com o seu dedo. Depois degolará o bode, da expiação, que será pelo povo, e trará o seu sangue para dentro do véu; e fará com o seu sangue como fez com o sangue do novilho, e o espargirá sobre o propiciatório, e perante a face do propiciatório. Assim fará expiação pelo santuário por causa das imundícias dos filhos de Israel e das suas transgressões, e de todos os seus pecados; e assim fará para a tenda da congregação que reside com eles no meio das suas imundícias. E nenhum homem estará na tenda da congregação quando ele entrar para fazer expiação no santuário, até que ele saia, depois de feita expiação por si mesmo, e pela sua casa, e por toda a congregação de Israel. Então sairá ao altar, que está perante o SENHOR, e fará expiação por ele; e tomará do sangue do novilho, e do sangue do bode, e o porá sobre as pontas do altar ao redor. E daquele sangue espargirá sobre o altar, com o seu dedo, sete vezes, e o purificará das imundícias dos filhos de Israel, e o santificará.” Levítico 16:3, 12-19

Se os sinos deixassem de tocar era porque o sacerdote havia acaido e ele estava em pecado ou o próprio povo. O sumo sacerdote podia morrer se permanecesse alí por isso os outros sacerdotes puxavam ele para fora do santuário com a corda. Deus em sua santidade não tolera o pecado por isso este dia da expiação era aguardado com grande ansiedade pelo povo. A aceitação da oferta do sumo sacerdote por Deus queria dizer que por mais um ano as bênçãos do Senhor repousariam sobre o povo de Israel. Por isso quando ele saia do Santo dos Santos havia uma grande festa. Hoje nós também temos um sumo sacerdote: Jesus porem este é totalmente perfeito e entrou uma vez por todas para oferecer o seu sangue pelos pecados de todos aqueles que creram Nele. ” Mas, vindo Cristo, o sumo sacerdote dos bens futuros, por um maior e mais perfeito tabernáculo, não feito por mãos, isto é, não desta criação, Nem por sangue de bodes e bezerros, mas por seu próprio sangue, entrou uma vez no santuário, havendo efetuado uma eterna redenção. De outra maneira, necessário lhe fora padecer muitas vezes desde a fundação do mundo. Mas agora na consumação dos séculos uma vez se manifestou, para aniquilar o pecado pelo sacrifício de si mesmo. Na qual vontade temos sido santificados pela oblação do corpo de Jesus Cristo, feita uma vez. E assim todo o sacerdote aparece cada dia, ministrando e oferecendo muitas vezes os mesmos sacrifícios, que nunca podem tirar os pecados; Mas este, havendo oferecido para sempre um único sacrifício pelos pecados, está assentado à destra de Deus, Daqui em diante esperando até que os seus inimigos sejam postos por escabelo de seus pés.Porque com uma só oblação aperfeiçoou para sempre os que são santificados.“ Hebreus 9:11-12,26; 10:10-14

Arca da aliança

Esta era a Arca da Aliança, que foi mencionada primeiro, antes de toda a mobília no tabernáculo. A tampa em cima da arca era conhecida como o Propiciatório, que foi considerado uma parte separada da mobília, mas era um com a arca. A arca estava no centro do acampamento, e a nuvem da glória era vista sobre o propiciatório, na parte mais interior do tabernáculo.

A arca da aliança tinha varais por meio dos quais os sacerdotes a conduziam. Esses varais não podiam ser retirados do seu lugar porque a arca devia sempre estar preparada para marchar. Ela era o centro constante das atenções do povo peregrino e ia sempre à frente do povo , transportada pelos sacerdotes, rumo à Canaã, a Terra Prometida. A Arca da Aliança era uma figura de Jesus Cristo. A madeira de Acácia nos fala que Ele era 100% homem, e o puro ouro que revestia a madeira nos fala que Ele era 100% Deus.

O propiciatório

A palavra para "Propiciatório" é a mesma palavra da raiz "expiação". Que significa cobrir, cancelar, satisfazer, ou limpar. O propiciatório era uma lâmina de ouro puro de aproximadamente 1,25m de comprimento por 0,75m de altura que trasmitia uma atmosfera misteriosa e gloriosa ao mesmo tempo. Quando o sumo-sacerdote entrava no Santo dos Santos e contemplava a pureza e resplendor daquele ouro ele entendia a carência espiritual do povo. Depois aspergia sete vezes o sangue que trazia consigo para fazer expiação por si mesmo e pelo povo. O propiciatório ficava por sobre a arca e os dois querubins de ouro ficavam acima dele, nas duas extremidades, em um cenário de glória, beleza e santidade.

A lei de Deus, dentro da arca, tinha voz severa: sentenciava à morte o transgressor. Entretanto, “acima da lei estava o propiciatório, sobre o qual se revelava a presença de Deus, e do qual, em virtude da obra expiatória, se concedia o perdão ao pecador arrependido” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas).

Louvemos sempre a Deus e agradeçamos por Jesus, porque Sua misericórdia pode anular a maldição que a lei pronuncia contra o pecador: “E ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo.” 1 João 2:2. Nisto está o amor, não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou a nós, e enviou seu Filho para propiciação pelos nossos pecados. 1 João 10:4. O propiciatório aponta para o trono da graça de Deus no Céu, de onde Ele nos ouve, nos responde e abençoa.

Os dois querubins

“Também farás um propiciatório de ouro puro; o seu comprimento será de dois côvados e meio, e a sua largura de um côvado e meio. Farás também dois querubins de ouro; de ouro batido os farás, nas duas extremidades do propiciatório. Farás um querubim na extremidade de uma parte, e o outro querubim na extremidade da outra parte; de uma só peça com o propiciatório, fareis os querubins nas duas extremidades dele. Os querubins estenderão as suas asas por cima, cobrindo com elas o propiciatório; as faces deles uma defronte da outra; as faces dos querubins estarão voltadas para o propiciatório. E porás o propiciatório em cima da arca, depois que houveres posto na arca o testemunho que eu te darei. “ Exodo 25:17-21

No Santo dos Santos havia dois querubins. Quando Adão pecou, Deus colocou querubins na entrada do Jardim do Éden para guardar o caminho para a Árvore da Vida. Eles representavam o Zelo de Deus e sua Justiça e eles estavam supervisionando o que ocorria dentro do Santuário. Eles estão entre aqueles no céu que dobram o joelho diante do Senhorio de Cristo. (Filipenses 2:10 e Apocalipse 5:11-14). Eles representam o Deus Santo e Justo. A sua posição de frente um para o outro e com o rosto voltado para o propiciatório indicam que o juízo de Deus sobre Israel estava desviado por causa do sangue aspergido no propiciatório. Da mesma forma hoje é o sangue de Jesus que nos redime diante da face de Deus e é a causa de não sermos destruídos.

Dentro da arca da aliança repousavam as tábuas da Lei, a vara de Arão e um pote de ouro contendo o maná. Todos estes elementos representavam a Jesús.




As tábuas da Lei

Representam e são a palavra eterna de Deus, a lei de Deus. As tábuas de pedra diante de Jesus mostra que Ele cumpriu perfeitamente a Lei e fez toda a Vontade de Deus. A Bíblia diz que Ele "não cometeu nenhum pecado, nem falha alguma foi achada em sua boca".

A vara de Arão

Representa a autoridade que Deus confere ao seu escolhido. Em números 17 o Senhor manda tomar 12 varas com os respectivos nomes de cada uma das tribos de Israel mas somente a vara de Arão da casa de Levi floresce e ele é justificado na separação para o sacerdocio. A vara de Deus floresce: “Sucedeu, pois, que no dia seguinte Moisés entrou na tenda do testemunho, e eis que a vara de Arão, pela casa de Levi, florescia; porque produzira flores e brotara renovos e dera amêndoas.” A vara de Arão que floresceu, fala também de Jesus. Como algo que havia morrido e sobrenaturalmente voltou à vida. Jesus disse: "eu sou a ressurreição e a vida " João 11:25a .

Um pote de ouro com maná

Também foram colocados dois outros artigos dentro da arca. Um deles era um pote contendo um ômer (3,6 litros) de maná como um memorial da provisão de Deus:

" E disse Moisés: Esta é a palavra que o SENHOR tem mandado: Encherás um ômer dele e guardá-lo-ás para as vossas gerações, para que vejam o pão que vos tenho dado a comer neste deserto, quando eu vos tirei da terra do Egito. Disse também Moisés a Arão: Toma um vaso, e põe nele um ômer cheio de maná, e coloca-o diante do SENHOR, para guardá-lo para as vossas gerações." Êxodo 16:32-33

O pote dourado com o maná fala de Jesus como o Pão da Vida - a Palavra de Deus -, que desceu do céu para alimentar o mundo que jazia em escuridão e morrendo de fome: “Este é o pão que desceu do céu; não é o caso de vossos pais, que comeram o maná e morreram; quem comer este pão viverá para sempre.“ João 6:58

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

O Tabernáculo (2ª parte)

O Santo Lugar

"Quem subirá ao monte do SENHOR, ou quem estará no seu lugar santo? " Salmos 24:3


O Santo Lugar era onde os sacerdotes permaneciam. Trocavam suas vestes para entrar e estas vestimentas somente eram usadas naquele lugar. O lugar Santo continha a mesa dos pães da propiciação (Ex. 25:23,30) , o candelabro de ouro (Ex. 25:30) e o altar de incenso(Ex. 30:1).

A mesa dos pães da propiciação

A respeito da mesa dos pães da propiciação lemos o mandamento de Deus a Moisés: "Também farás uma mesa de madeira de acácia; o seu comprimento será de dois côvados, e a sua largura de um côvado, e a sua altura de um côvado e meio. “Ex 25:23 (1 côvado = 45 cm)

“E cobri-la-ás com ouro puro; também lhe farás uma coroa de ouro ao redor. Também lhe farás uma moldura ao redor, da largura de quatro dedos, e lhe farás uma coroa de ouro ao redor da moldura. Também lhe farás quatro argolas de ouro; e porás as argolas aos quatro cantos, que estão nos seus quatro pés. Defronte da moldura estarão as argolas, como lugares para os varais, para se levar a mesa. Farás, pois, estes varais de madeira de acácia, e cobri-los-ás com ouro; e levar-se-á com eles a mesa. Também farás os seus pratos, e as suas colheres, e as suas cobertas, e as suas tigelas com que se hão de oferecer libações; de ouro puro os farás. E sobre a mesa porás o pão da proposição perante a minha face perpetuamente." Ex 25:24-30



O propósito desta mesa era colocar os 12 pães feitos de flor de farinha. Eles eram colocados em duas filas de seis pães, cada pão representa uma das tribos de Israel . Veja abaixo:

" Também tomarás da flor de farinha, e dela cozerás doze pães; cada pão será de duas dízimas de um efa. E os porás em duas fileiras, seis em cada fileira, sobre a mesa pura, perante o SENHOR. E sobre cada fileira porás incenso puro, para que seja, para o pão, por oferta memorial; oferta queimada é ao SENHOR. Em cada dia de sábado, isto se porá em ordem perante o SENHOR continuamente, pelos filhos de Israel, por aliança perpétua. E será de Arão e de seus filhos, os quais o comerão no lugar santo, porque uma coisa santíssima é para eles, das ofertas queimadas ao SENHOR, por estatuto perpétuo." Lev 24:5-9


Esta é a primeira menção da palavra " mesa " na Bíblia que é local de comunhão e companheirismo e era chamada também de mesa da Presença. Os 12 pães assados mostravam que Deus era provedor de todas as necessidade do seu povo. Os sacerdotes ao se reunirem para comer o pão se tornavam um em comunhão com Deus e eram santificados. A natureza do pão é prover alimento físico e este após digerido passa a fezer parte do nosso ser. Da mesma forma a Palavra de Deus provê alimento espiritual para o seu povo e faz parte de sua nova natureza. Passamos a ser supridos mais do que de pão: ”... para te dar a entender que o homem não viverá só de pão, mas de tudo o que sai da boca do SENHOR viverá o homem.” Deuteronômio 8:3 . Refere-se a Jesus o Pão vivo que desceu dos céus e de sua nova aliança: “Este é o pão que desceu do céu; não é o caso de vossos pais, que comeram o maná e morreram; quem comer este pão viverá para sempre.” João 6:58 Esta nova aliança foi feitacom um novo pão: a sua carne e um novo vinho: o seu sangue, nestes elementos representados.

O candelabro de ouro

O Santo Lugar não possuia janela ou local para entrada de luz. Era iluminado por um candelabro de ouro que estava colocado no lado oposto à mesa no Santo Lugar. Feito de uma porção de ouro sólido batido, que pesava aproximadamente 43 kg. Em hebraico é conhecido como 'menorah' e é um dos símbolos mais comuns do Judaísmo.



Consistia em três partes principais: a base, a haste principal e as hastes filiais. Acima da base surgia uma haste vertical e dos dois lados desta haste, saíam três hastes filiais que se encurvam para o lado de acima.

Cada uma das seis hastes filiais e a haste central terminavam em um pote feito em forma de uma flor de amêndoa aberta. No mesmo topo as pétalas abertas da flor seguravam uma luminária de óleo. Foram decoradas habilmente a haste central e as filiais com aquele mesmo desenho de flor de amêndoa abertos com três em cada haste e quatro na haste central.

Cada das seis hastes filiais terminavam em um pote feito de uma flor de amêndoa aberta.

Duas vezes diariamente, manhã e à tarde, um sacerdote trocava um pavio, e enchia as luminárias com puro azeite de oliveira batido para as luminárias (Ex 30:7).

O altar de incenso

“E farás um altar para queimar o incenso; de madeira de acácia o farás. O seu comprimento será de um côvado, e a sua largura de um côvado; será quadrado, e dois côvados a sua altura; dele mesmo serão as suas pontas. E com ouro puro o forrarás, o seu teto, e as suas paredes ao redor, e as suas pontas; e lhe farás uma coroa de ouro ao redor. Também lhe farás duas argolas de ouro debaixo da sua coroa; nos dois cantos as farás, de ambos os lados; e serão para lugares dos varais, com que será levado. E os varais farás de madeira de acácia, e os forrarás com ouro. E o porás diante do véu que está diante da arca do testemunho, diante do propiciatório, que está sobre o testemunho, onde me ajuntarei contigo. E Arão sobre ele queimará o incenso das especiarias; cada manhã, quando puser em ordem as lâmpadas, o queimará. E, acendendo Arão as lâmpadas à tarde, o queimará; este será incenso contínuo perante o SENHOR pelas vossas gerações. Não oferecereis sobre ele incenso estranho, nem holocausto, nem oferta; nem tampouco derramareis sobre ele libações. E uma vez no ano Arão fará expiação sobre as suas pontas com o sangue do sacrifício das expiações; uma vez no ano fará expiação sobre ele pelas vossas gerações; santíssimo é ao SENHOR." Ex 30:1-10



O incenso era uma mistura de três especiarias ricas e raras, que não foram identificadas até hoje. Estas eram misturadas com o puro incenso, moídas e misturadas com sal. Esta fórmula foi totalmente proibida para ser cheirada por qualquer indivíduo. Só podia ser usada na adoração a Deus no Santo Lugar.

“ Disse mais o SENHOR a Moisés: Toma especiarias aromáticas, estoraque, e onicha, e galbano; estas especiarias aromáticas e o incenso puro, em igual proporção; E disto farás incenso, um perfume segundo a arte do perfumista, temperado, puro e santo; E uma parte dele moerás, e porás diante do testemunho, na tenda da congregação, onde eu virei a ti; coisa santíssima vos será. Porém o incenso que fareis conforme essa composição, não o fareis para vós mesmos; santo será para o SENHOR. O homem que fizer tal como este para cheirar, será extirpado do seu povo." Ex 30:34-38

O incenso era queimado com pedaços de brasa que o sacerdote removia com um incensário ou vasilha do altar de holocausto no pátio. Um incensário era uma tigela rasa ou panela com uma manivela. Também era usado para remover as cinzas do altar, ou recolher as partes queimadas do pavio do candelabro.

Se despejado nas brasas, o incenso produzia um delicioso aroma no Santo Lugar. Era a oferta da pessoa cujos pecados tinham sido perdoados através do sangue, e então, foi em expressar esta fragrância de amor, e adorar, em gratidão a Deus.

O Altar Dourado nos fala da adoração de Jesus Cristo e do Seu povo para Deus. Ele é nosso Sumo Sacerdote e mediador. Somente com base do um sacrifício de Jesus no altar da cruz é que a adoração é possível. As brasas que acendiam o incenso vieram do altar de sacrifício para o altar de incenso.

Embora o sacerdote queimasse estas especiarias santas no altar por mais de 700 vezes ao um ano, ele saia que nenhum sacerdote a não ser o Sumo Sacerdote poderiam ir além daquele ponto, e apenas no Dia da Expiação.

Ensina-nos uma bela lição, mostrando que se não pudermos entrar no lugar santíssimo, nossas orações podem. A fé e a oração podem chegar aonde o corpo não pode entrar.

Mostra-nos também que não existe santificação sem oração. Outra lição importante é que na oração encontramos poder para vencer o mal.

No altar de incenso, Jesus vive sempre para interceder por nós: ” Mas este, porque permanece eternamente, tem um sacerdócio perpétuo. Portanto, pode também salvar perfeitamente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles.” Hebreus 7:24, 25

E "...como aroma suave" assim, são as orações dos justos que sobem até Deus.

Oficiar neste altar era estar diante da presença de Deus. O sumo-sacerdote apenas poderia entrar no santíssimo após ter oficiado no altar de incenso. O mesmo acontece com os cristãos que só podem ir até Deus através dos méritos de intercessão por Cristo, a forma mais íntima que podemos ir a Deus é através da oração.

O agradável aroma de incenso no lugar santo era um lindo quadro de Cristo em toda sua perfeição. Sua vida emitia uma fragrância de santidade que pairava por todos os lugares.

Apesar de toda a presença de Deus o Lugar Santo não era o melhor lugar para quem queria estar face a face com Deus porém também não era permitida a entrada de pessoas comuns neste lugar.

Agradecemos a Deus pois agora em Cristo temos o eterno sumo-sacerdote e único mediador entre o homem e Deus a interceder por nós junto a Deus o Eterno.



E veio outro anjo, e pôs-se junto ao altar, tendo um incensário de ouro; e foi-lhe dado muito incenso, para o pôr com as orações de todos os santos sobre o altar de ouro, que está diante do trono. E a fumaça do incenso subiu com as orações dos santos desde a mão do anjo até diante de Deus.” Apocalipse 8:3-4

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

O Tabernáculo 1a Parte

O Átrio


“Tendo, pois, irmãos, ousadia para entrar no santuário, pelo sangue de Jesus,” Heb 10:19




Deus queria ter comunhão com o seu povo e O TABERNÁCULO mostra os princípios para se ter comunhão com Deus. Nele Deus mostra o Seu plano de Salvação através de Cristo Jesus. Hoje nós somos esse Tabernáculo pois o Senhor não habita em templos feitos por mão humana. Aprendemos com O TABERNÁCULO que há vários níveis de comunhão com O Eterno. O tabernáculo era dividido em três partes: átrio, Santo Lugar e Lugar Santíssimo ou Santo dos Santos.

O portão

A primeira coisa que se via no Tabernáculo era o portão, que representava a Jesús.

“Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.” João 14:6. Quando Jesús disse isso, os judeus sabiam exatamento o que Ele estava querendo dizer. Caminho era a Entrada do Tabernáculo. Caminho para poder chegar à presença de Deus. Verdade era a entrada do Lugar Santo, onde era revelada a verdade do Senhor. Vida era a entrada do Santissimo Lugar. Era a porta de entrada para o lugar onde era manifesta a presença da glória, a manifestação viva de Deus. Um detalhe que o portão era alto o bastante para que não pudesse se ver por cima dele. Somente passando por ele, assim como Jesús, é que podemos ver e experimentar o que Ele tem para nós. Se O reconhecermos e entrarmos por Ele.

A adentrarmos no tabernáculo o primeiro lugar a chegarmos era o átrio que era o lugar onde as pessoas do povo se reuniam para a adoração. Era um lugar limitado, sem direito à mais íntima comunhão do homem com Deus. Nele estavam o altar de bronze e a pia.



O Altar de Bronze

O altar de bronze era de 5 x 5 x 3 cúbitos (2,25 x 2,25 x 1,35), nas medidas de largura, comprimento e altura. Era todo feito em madeira de acácia e revestido de cobre com uma ponta em seus quatro cantos. Todos os utensilhos como pás, bacias, garfos e braseiros eram também feitos todos de cobre. O cobre representa a purificação e era no altar de cobre que eram feitos os sacrifícios ao Senhor. (Ex:27:1-5) Onde o sangue era derramado e o pecador era perdoado. Não importa o quão boa a pessoa fosse sem derramamento de sangue não havia nenhum perdão: “Porque a vida da carne está no sangue; pelo que vo-lo tenho dado sobre o altar, para fazer expiação pelas vossas almas; porquanto é o sangue que fará expiação pela alma.” Lv 17:11.

Fora do altar de bronze não havia outro modo de se aproximar de Deus. A aliança com Yahweh, era uma aliança de sangue e então o animal inocente representando o pecador, tomava o lugar dele no altar. É por isso que se colocava as mãos na vítima inocente, a seguir o violento corte na garganta. Uma imagem que faria sua pele se arrepiar, que trazia uma incrível consciência do pecado, e do seu salário que é a morte. Só então ele seria aceito e declarado limpo. O sangue do animal cobriria até o próprio Deus, O Cordeiro de Deus, Jesus, que levaria o pecado de uma vez por todas.

A pia de bronze

A Pia de Bronze ficava no Átrio do Tabernáculo entre o Altar e a Tenda da Congregação. Era o local onde os filhos de Arão deveriam lavar as mãos e os pés para adentrarem à Tenda.

Embora a Pia, não tenha suas dimensões claras descritas na Palavra de Deus, podemos dizer que deveria ser um tanque pequeno, se formos levados a raciocinar que somente Arão, juntamente com seus filhos deveriam banhar-se nele.

A Pia deveria ficar, no Átrio, após o Altar dos Sacrifícios. A utilização dela deveria ocorrer antes que Arão e seus filhos penetrassem no interior do Templo. Somente depois de se lavarem, é que os sacerdotes poderiam adorar a Deus através do oferecimento do incenso. Outro detalhe importante é que esta lavagem deveria acontecer logo após o oferecimento dos sacrifícios para que eles pudessem se apresentar diante do Senhor na ministração dos serviços sagrados.

Os sacerdotes deveriam obedecer à risca este cerimonial de lavagem, sob a pena de morrerem diante do Senhor: "quando entrarem na tenda da revelação lavar-se-ão com água, para que não morram, ou quando se chegarem ao altar para ministrar, para fazer oferta queimada ao Senhor"Ex.:30:20. Isto mostra a importância dada à purificação.

Devemos entender que todo homem precisa passar pela purificação, antes de aproximar-se do Senhor para adorá-Lo e servi-Lo. Esta limpeza acontece, quando a Palavra de Deus penetra em nosso íntimo. É no interior do homem que a Palavra de Deus promove a necessária purificação e limpeza, qualificando-o a estar na presença do Senhor. Jesus quer para si um povo limpo através da Palavra: "...como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela, a fim de a santificar, tendo-a purificado com a lavagem da água, pela palavra" Ef 5.25-26. Observe ainda como este conceito de purificação é claro nas palavras de Jesus aos seus discípulos: "Vós já estais limpos pela palavra que vos tenho falado" João 15.3. Somente podemos nos tornar limpos através da ação da Palavra de Deus em nós, tirando-nos toda sujeira e imundícia características do pecado!

Olhando para o Novo Testamento, podemos notar através de textos específicos, que a água nos é apresentada como símbolo de duas verdades fundamentais: símbolo da Palavra de Deus e símbolo do batismo segundo BARROW:

"O Novo Testamento fala do "lavar" em dois sentidos: O Batismo (Atos 22:16), que deve ser ministrado apenas uma vez (quando Bíblico), e, logo após a conversão. (Atos 16:31-33) O lavar da água pela Palavra (Efésios 5:26; João 13:8-10; 15:18), de acordo com o padrão de Êxodo 29:39 pelo menos duas vezes ao dia (de manhã e de tarde). Depois de crer no Senhor Jesus e ter experimentado de que Ele é a Porta através da qual nós entramos no Reino de Deus, nós devemos ir a Ele diariamente de forma simples e sincera. Nós necessitamos ler a Palavra de Deus pela Bíblia para que possamos viver por Ele (Mateus 4:4) e confessar nossos pecados para Deus, pois Ele é fiel e justo para nos perdoar e nos purificar (I João 1:7-9). Quando Deus perdoa, Ele esquece (Hebreus 8:12). Esta é a experiência combinada da Pia e do Altar de Holocausto".



"Tornará a apiedar-se de nós; sujeitará as nossas iniqüidades, e tu lançarás todos os seus pecados nas profundezas do mar."  Miquéias 7:19