A Paz do Senhor Jesus!

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quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Um encontro com Jesus




“Conheci certa vez uma garota de dezoito anos que estava grávida. Ela ainda não tinha aceitado Jesus como seu Senhor e Salvador. No decorrer de sua gravidez aconteceram problemas que apressaram a chegada da criança, prematuramente, aos sete meses. Alguns dias antes do nascimento, ela teve um sonho, na qual ela morria na sala do parto. Comecei a repreender essa possibilidade e a orar sobre a vida dela. Deus me mostrou que ela não morreria, apesar do bebê não vir a sobreviver.



Quando chegou o dia do parto, minha amiga entrou em coma profundo e o bebê morreu, exatamente como Deus havia me mostrado. Continuei a orar pela vida dela e, quando ela finalmente saiu do coma, voltou com uma ótima notícia: Ela teve um encontro com Jesus enquanto estava em coma, e entregou sua vida a ele durante essa experiência. E, glórias a Deus, hoje ela tem um bom relacionamento com Deus e tem uma linda nova vida em Cristo.” 

A Raquel, que conta esse testemunho, é ainda adolescente, mas exerce uma grande influência entre suas amigas da escola e tem consciência da necessidade de levá-las a se encontrarem com Cristo e fazerem dele o Senhor de suas vidas. Junto com seu irmão e outros jovens crentes, tem um grupo de estudos bíblicos que funciona durante o intervalo das aulas. 

O testemunho dela nos incentiva a sair do anonimato e agir com ousadia em fé e confiança no poder de Deus. Se nos colocarmos a disposição de Deus e assumirmos a nossa posição em Cristo diante dos outros, grandes coisas irão acontecer. Você já falou de Jesus a alguém hoje?

RB(Comentado) apud calendário de 2013 do Programa de Intercessão Missionária da JMM.

domingo, 23 de setembro de 2012

A capa de José


José era um dos doze filhos de Jacó e se destacava entre seus irmãos. Era filho da amada esposa Raquel e muito esmerado e correto em tudo o que fazia. Seu pai “amava a José mais do que a todos os seus filhos, porque era filho da sua velhice; e fez-lhe uma túnica de várias cores. “ Gênesis 37:3

Tunica é a veste o revestimento aquilo que guarda o corpo é símbolo de cuidado a amor. Tínica colorida é uma túnica especial que representa a plenitude e fidelidade de Deus que nos remete a túnica sacerdotal de várias pedras coloridas e ao arco-iris multicolorido,símbolo do pacto de Deus de não destruir a sua descendência na Terra. A túnica colorida que Jacó fez para seu filho representava um amor especial que ele tinha por esse filho e representava uma aliança da fidelidade de Deus por aquele que era especial aos seus olhos. Mas vejamos qual foi a reação de seus irmãos perante a exaltação que Deus deu a José: “ Vendo, pois, seus irmãos que seu pai o amava mais do que a todos eles, odiaram-no, e não podiam falar com ele pacificamente." Gênesis 37:4

Vemos que os irmãos de José o invejaram e isto criou inimizade entre eles e José. José também cometeu a imprudência de contar dois sonhos a seus irmãos que profetizavam sobre os seus destinos: “Eis que estávamos atando molhos no meio do campo, e eis que o meu molho se levantava, e também ficava em pé, e eis que os vossos molhos o rodeavam, e se inclinavam ao meu molho." Gênesis 37:7

Este sonho de José falava de que seus irmãos se inclinariam perante ele. “Eis que tive ainda outro sonho; e eis que o sol, e a lua, e onze estrelas se inclinavam a mim.” Gênesis 37:9

Este outro sonho falava que não apenas seus imãos mas que seu pai e mãe se inclinariam perante José.

Com isto aprendemos que os sonhos que Deus têm para nós não sempre devem ser contados pois despertarão inveja daqueles mais próximos mas que estão distantes de Deus. Até mesmo nossos irmãos muitas vezes querem o nosso mal quando não têm o amor de Deus em seus corações. 

É interesante notar que os irmãos de José após a revelação dos dois sonhos de José vão apascentar ovelhas no Vale de Siquém. Jacó manda então seu filho do vala de Hebrom para o vale de Siquém. Hebrom significa aliança,cidade de refugio, lugar do amigo de Deus. A palavra Siquém significa “ombro”. O ombro é um lugar de força, de levar grandes pesos, portanto o significado de Siquém é “força”, perseverança e superação. José saiu do refúgio de Deus para o lugar de superação, de provação. Toda vez que Deus nos dá um revestimento, um ministério ou chamado ele permite que sejamos provados. Jesus após receber o batismo foi levado pelo Espírito ao deserto onde foi tentado por 40 dias. 

José recebeu uma túnica que representava uma aliança de fidelidade do Pai em sua vida e esta seria provada no vale de Siquém: no vale da superação. De lá ele foi para Datã. Datã significa dois poços foi neste vale que se apresentaram duas alternativas aos irmãos de José: matá-lo ou vender a José como escravo para uma caravana de Ismaelitas. Os ismaelitas eram descendentes de Ismael o filho de Abraão com a escrava egípcia Hagar. Ismael significa “Deus ouve”. E vinham de Gileade que é traduzida como Galaad, e quer dizer pedregoso, lugar seguro, de conforto, de consolo. Então Deus ouviu o clamor e a angústia  de José e enviou o seu consolo, o seu conforto. Mas a primeira vista aquela caravana não trazia nenhum conforto porque o levaria para ser vendido como escravo no Egito. Mas como os caminhos de Deus são mais altos que os nossos depois entenderemos o propósito de Deus nisso tudo.

José após chegar ao Egito  é vendido como escravo: “venderam-no no Egito a Potifar, oficial de Faraó, capitão da guarda. “ Gênesis 37:36

“Vendo, pois, o seu senhor que o SENHOR estava com ele, e tudo o que fazia o SENHOR prosperava em sua mão, José achou graça em seus olhos, e servia-o; e ele o pôs sobre a sua casa, e entregou na sua mão tudo o que tinha.”
Gênesis 39:3-4


A mão de Deus era sobre José e tudo que ele fazia prosperava pois a fidelidade de Deus estava sobre ele e era abençoado em tudo que fazia. Deus deu a José a administração de toda a casa de Potifar com tudo o que ele tinha. Uma posição de honra de destaque uma nova capa uma nova posição de exaltação.

E aconteceu que por ele se destacar na casa de Potifar por ser formoso de porte e semblante a esposa de Potifar pôs os seus olhos sobre ele, e quis deitar-se com ele. Ele porém lhe resistiu e não sucumbiu à tentação de fazer este mal diante de Deus e do seu Senhor.
Porem ela não desistiu e certo dia aproveitando que estarem sós na casa de Potifar: “E ela lhe pegou pela sua roupa, dizendo: Deita-te comigo. E ele deixou a sua roupa na mão dela, e fugiu, e saiu para fora.” Gênesis 39:12

E esta disse ao seus criados e seu esposo que José tentara forçá-la. Então a ira de Potifar se ascendeu contra José. Mais uma vez injustiçado ele foi entregue por Potifar à prisão na casa do cárcere.

José para não manchar as suas vestes espirituais preferiu abrir mão de sua posição, do lugar de honra que havia conseguido. Ele abriu mão de sua capa, do destaque, do poder, da riqueza para fazer o que era certo e não sucumbir ao pecado. Pela segunda vez ele abre mão de suas vestes agora não é a túnica mas a sua capa. Capa representa sua segurança, proteção contra a chuva, posição e honra. Às vezes fazer o que é certo implica em pagar um preço: o preço da injustiça e da condenação de todos. 

Me recordo da história de um pastor na China que foi acusado injustamente por uma mulher diante de sua esposa e sua igreja de tê-la engravidado. Após acusá-lo a mulher deixou seu bebê nas mãos do pastor na frente de toda a igreja. Diante de tão severa acusação o casamento daquele pastor sucumbiu assim como o seu ministério de pastorear aquela igreja. Ele perdeu tudo: família, ministério e o seu lar. Muitos anos depois conseguiu reerguer-se e Deus restiu-lhe tudo. Ele também teve a oportunidade de reencontrar a mulher que o acusara e de lhe perguntar porquê fizera aquilo. Ela disse que seria muito difícil para ela sendo solteira criar aquela criança o que não ocorreria no caso do pastor que era respeitado e tinha uma família sólida. Aquele pastor preferiu ter seu nome e reputação manchado a revidar as acusações e defender-se. Em um ato sublime de amor ele se calou e aceitou uma culpa que não tinha para não causar um dano ainda maior a aquela jovem.

Voltemos a José que foi parar na prisão e mais uma vez foi injustiçado. A sua situação parecia piorar cada vez mais. De filho preferido de seu pai foi vendido como escravo para um egípcio e agora terminava indo parar na prisão. De filho à condição de escravo e depois à condição de prisioneiro. E ser prisioneiro naquela época era bem diferente de ser prisioneiro nos dias de hoje. As prisões era lugares fétidos, mal iluminados e mal arejados. As condições de higiene eram muito precárias e os prisioneiros sofriam de todo tipo de doenças. Porem havia algo que fazia a diferença por onde quer que José andasse: a presença e graça de Deus sobre a sua vida.” O SENHOR, porém, estava com José, e estendeu sobre ele a sua benignidade, e deu-lhe graça aos olhos do carcereiro-mor. Gênesis 39:21

Apesar de todas as circunstâncias difíceis José estava ganhando comunhão e intimidade com Deus. Estava lhe dando uma visão de águia de olhar além das circunstâncias da vida. Deus estava fortalecendo o espírito e a alma de José. Dando-lhe sonhos e visões de refrigério e alívio. Deus estava se mostrando Deus na vida de José e estava lhe ensinando a passar pelos desertos espirituais da vida confiando nEle. Deus estava lhe ensinando a  perceber e sentir seu amor e cuidado nas pequenas coisas. A sua felicidade não poderia ser escrava ou prisioneira  das circunstâncias da vida mas em Deus ele teria a verdadeira liberdade.

Se Deus tem um plano na tua vida não adianta o inimigo tentar te escravizar ou aprisionar com todo tipo de armadilha ou acusação. Somente a vontade de Deus se cumprirá em cada etapa de tua vida. Deus estará sempre contigo assim como esteve com Jó e assim como esteve com José. A sua fidelidade e o Seu amor nunca te abandonarão. É isso que Deus deseja que confiemos não em nossas capacidades: em nossas túnicas e capas. Deus quer que tenhamos uma comunhão maior com ele porque então ele poderá se mostrar Deus em nossas vidas e nos dará a honra de honrá-lo. A luz de Cristo tem de brilhar em você além das circunstâncias da vida porque nada pode nos separar do amor de Cristo.

"Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada?" Romanos 8:35

Então quando chega o tempo de Deus na tua vida algo muda na presença do Rei. Deus faz um rebuliço e faz o rei tomar conhecimento da obra de Deus na vida de um encarcerado. José foi usado na vida do copeiro e do padeiro-Mor para depois ser usado no ministério da revelação de sonhos para o Faraó. O homem mais poderoso de todas as nações do seu tempo o chamou. Então Deus restitui por duas vezes as vestes que haviam sido tiradas de José. Quando ele foi vendido por escravo e quando deixou sua capa com a mulher de Potifá: 

“Então mandou Faraó chamar a José, e o fizeram sair logo do cárcere; e barbeou-se e mudou as suas roupas e apresentou-se a Faraó." Gênesis 41:14. (Grifo nosso). Depois de interpretar o sonho a faraó as suas vestes foram mudadas novamente: “E tirou Faraó o anel da sua mão, e o pós na mão de José, e o fez vestir de roupas de linho fino, e pôs um colar de ouro no seu pescoço. E o fez subir no segundo carro que tinha, e clamavam diante dele: Ajoelhai. Assim o pôs sobre toda a terra do Egito.
Gênesis 41:42-43 (Grifo nosso)


Vemos também que o rei deu o anel real que representa autoridade a José para ter poder sobre todo o seu reino. Tirou as vestes rotas da prisão para dar primeiro as vestes da dignidade e depois as vestes reais de linho fino. Assim nós também recebemos duas vestes espirituais uma com o batismo nas águas que nos liberta da prisão do pecado e do velho homem e outra com o batismo no Espírito Santo em que recebemos aquelas vestes que João viu sobre Jesus Cristo as vestes espirituais do Espírito Santo: vestes resplandecentes lavadas no sangue do cordeiro de Deus.

E Deus ainda fez mais deu um colar de ouro: riqueza e honra e fez todos se ajoelharem diante da vontade do Rei na vida de José. A mulher de Potifá, Potifá, os irmãos de José e o seu Pai tiveram de reconhecer o poder de Deus na vida de José. Assim também Jesus se tornou escravo e prisioneiro pela humanidade e se esvaziou de sua Deidade e assumiu a forma de servo para conquistar para todo aquele que nele crê a realeza e a sua autoridade sobre as forças das trevas, da escravidão do pecado e da prisão espiritual das hostes da maldade. Ele nos deus a autoridade do seu anel real em sua palavra, o revestimento das suas vestes resplandecentes e as infinitas riquezas da plenitude do seu Reino. Assim também o inimigo de nossas almas tem de se ajoelhar e se render à vontade de Deus em nossas vidas pois o Senhor é rei e soberano e exalta quem ele quer a seu tempo. Se o inimigo tem atentado sobre alguma área sobre a tua vida creia que será nela que o Senhor mostrará a su glória e te dará dupla honra. Assim como ele fez com José tu serás restituído em tudo aquilo que foi roubado pois assim o garante a sua palavra que é este anel real que hoje ele te dá:

“E restituir-vos-ei os anos que comeu o gafanhoto, a locusta, e o pulgão e a lagarta, o meu grande exército que enviei contra vós.” Joel 2:25

“A voz de gozo, e a voz de alegria, a voz do esposo e a voz da esposa, e a voz dos que dizem: Louvai ao SENHOR dos Exércitos, porque bom é o SENHOR, porque a sua benignidade dura para sempre; dos que trazem ofertas de ação de graças à casa do SENHOR; pois farei voltar os cativos da terra como ao princípio, diz o SENHOR.” Jeremias 33:11

“Se alguém der ao seu próximo dinheiro, ou bens, a guardar, e isso for furtado da casa daquele homem, o ladrão, se for achado, pagará o dobro.” Êxodo 22:7

sábado, 25 de agosto de 2012

Os primeiros lugares



"E disse aos convidados uma parábola, reparando como escolhiam os primeiros assentos, dizendo-lhes: Quando por alguém fores convidado às bodas, não te assentes no primeiro lugar; não aconteça que esteja convidado outro mais digno do que tu; 
E, vindo o que te convidou a ti e a ele, te diga: Dá o lugar a este; e então, com vergonha, tenhas de tomar o derradeiro lugar. Mas, quando fores convidado, vai, e assenta-te no derradeiro lugar, para que, quando vier o que te convidou, te diga: Amigo, sobe mais para cima. Então terás honra diante dos que estiverem contigo à mesa.


Porquanto qualquer que a si mesmo se exaltar será humilhado, e aquele que a si mesmo se humilhar será exaltado “ Lucas 14:7-11





Jesus conta esta história para ilustrar algo que ocorria desde a época em que ele esteve no nosso meio em carne. Desde aquele então havia muitos homens vaidosos que buscavam assentar-se nos primeiros lugares. Eles haviam sido convidados para uma festa mas não eram os donos dela. Assim também nós neste mundo fomos convidados para uma grande festa: a festa da vida. Fomos chamados pelo criador para vivermos alegremente essa grande festa que é a festa da existência. Deus, o Senhor é o dono da festa, embora muitos não o saibam. O dono da festa, às vezes, demora um pouco para entrar em cena...

 Mas os convidados vão chegando... Dentro destes há alguns ávidos por honrarias e deleites correm para os lugares mais próximos da mesa. Nestes lugares, pensam eles, terão os seus caprichos e desejos atendidos. No fundo de seus corações sabem que aquele lugar não é para eles, mas rebeldes que sempre foram, ignoram o alerta de Deus. Sempre desde sua tenra juventude aprenderam a manipular pessoas e situações ao seu bel prazer. Levantaram-se em rebelião contra Deus sem saber que a rebelião para Deus é pecado de feitiçaria. Criaram rede de contatos, rede de influências e prestígio... Organizam-se em clubes, organizações civis e militares, empresas e até mesmo as igrejas não estão livres deles. Buscam a rede de relacionamentos como uma bruxa busca o seu caldeirão para derramar as suas libações. E quando tudo está decidido, pensam eles: “Nós tornamos os verdadeiros donos da festa, os candidatos da situação”. Afinal “uma rede de pessoas e influências garantem a nossa posição e prestígio”. “Quem poderá fazer algo contra nós” pensam eles, o “nosso mundo” está sob nosso comando. 

Aí, aí, aí!!! Pobres tolos! Esqueceram que a festa já tem o seu dono! E Ele não divide sua honra com ninguém! É o Senhor todo-poderoso, que tem dia e hora para entrar na festa. Ele adentra pela festa passa pela porta e vai cumprimentando todos os convidados: um por um. Com muita cordialidade e educação ele dá atenção a todos. Uma voz mansa e suave ecoa pelo recinto. O todo-poderoso está aqui! Então ele vê alguém próximo à porta. É alguém muito estimado, muito querido, alguém especial... Então ele diz: “Você aqui?” “Porque você está sentado aqui tão longe da mesa?” “Eu separei um lugar especial para você” E pede à pessoa para seguí-lo. Mas quando ele chega na mesa o lugar que ele tinha reservado para seu amigo já está ocupado por outra pessoa. Então ele diz: “Com licença! Mas esta lugar em que você está sentado já está reservado para outra pessoa. Por favor busque outro lugar para você!”. E aquela pessoa muito gentilmente é convidada a se retirar para que aquele que é amigo de Deus venha a se assentar.

Jesus também ensinou: “Se alguém quiser ser o primeiro, será o derradeiro de todos e o servo de todos.” Marcos 9:35 

Se alguém quer receber, que reparta. Se alguém que ser servido, que sirva. Se alguém quer ser o primeiro, que seja o último. Não coloque o seu coração nas coisas materiais e honrarias mas reparta as coisas que estão no seu coração. Porque onde está o nosso coração lá está o nosso tesouro. Se o teu coração está em amar a Deus sobre todas as coisas e o teu próximo como a ti mesmo o Senhor mesmo te exaltará: Pois não se coloca uma lamparina para alumiar em local baixo, mas no locar alto para que alumie. Ao seu tempo e conforme a sua vontade ele o fará. Melhor seria que isso não subisse a teu coração para que isso não fosse motivo de escândalo ou tropeço para teu irmão. Porque se assim fosse melhor seria que fosse cortado fora. “o que a si mesmo se exaltar será humilhado; e o que a si mesmo se humilhar será exaltado “ Mateus 23:12 Faça as coisas dando o seu melhor, não importa o que você faça, faça para o Senhor. É ele que te dará a tua recompensa: o teu galardão – busque ser servo.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

O homem leproso


"E aproximou-se dele um leproso que, rogando-lhe, e pondo-se de joelhos diante dele, lhe dizia: Se queres, bem podes limpar-me.
E Jesus, movido de grande compaixão, estendeu a mão, e tocou-o, e disse-lhe: Quero, sê limpo.
E, tendo ele dito isto, logo a lepra desapareceu, e ficou limpo.
E, advertindo-o severamente, logo o despediu.
E disse-lhe: Olha, não digas nada a ninguém; porém vai, mostra-te ao sacerdote, e oferece pela tua purificação o que Moisés determinou, para lhes servir de testemunho.
Mas, tendo ele saído, começou a apregoar muitas coisas, e a divulgar o que acontecera; de sorte que Jesus já não podia entrar publicamente na cidade, mas conservava-se fora em lugares desertos; e de todas as partes iam ter com ele."

Marcos 1:40-45




Vemos que um leproso aproximou-se de Jesus. Sendo leproso este homem transgrediu a Lei de Moises que ordenava que o leproso considerado impuro não poderia entrar na cidade ou se aproximar de pessoas. Se assim o fizesse deveria gritar ”Impuro! Impuro! Impuro” em aviso de sua aproximação. Mas vemos que não foi assim que este homem leproso se aproximou de Jesus. Ele veio rogando-lhe e pondo-se de joelhos. O ato daquele homem de rogar a Jesus por sua condição já demostra sua fé no poder de cura de Jesus. A fama de Jesus já havia se espalhado por toda a Galileia e muitos milagres de cura Jesus já realizara. Aquele homem provavelmente ouviu falar dos milagres que Jesus fizera e de seu poder e acreditou. Então num ato de fé aquele homem se ajoelha diante de Jesus, reconhecendo sua dependência pelo mestre. Este homem em submissão reconhece que Jesus tinha o poder de curá-lo, se assim o quisesse. Este homem ousou crer e depositou nEle a sua esperança. Aquele homem precisava ser limpo da sua doença que o excluía e colocava a margem da sociedade de sua época e fora dos contornos da cidade e sua provisão e abrigo. Fora do convívio social e do convívio com sua família. Aquele homem tinha uma profunda ferida em sua alma: uma chaga que não cicatrizava, um profundo sentimento de abandono e indiferença. A sua família: pai, mãe, esposa, filhos lhes haviam sido retirados. Dependia de outros leprosos que estavam na mesma situação da dele. Corpos e mentes enfermos sendo corroídos pela exclusão e o abandono. Este é o quadro que se apresenta diante de Jesus: um homem em total dependência com o coração contrito, quebrantado e com fome de justiça. Jesus é a última esperança para ele.
E o que Jesus faz? Se Jesus tivesse se detido na Lei de Moises não poderia ter deixado que aquele homem se aproximasse para não contaminá-lo e torná-lo impuro. Porem o filho do homem tinha outros planos. Jesus revela então sua deidade que lhe dá poder de ser Senhor sobre os rituais da lei. Jesus o senhor do sábado mostrou ser também senhor sobre a lepra e sobre a desobediência. A lepra não poderia contaminá-lo pois todas as coisas criadas sobre os céus e a terra estão sobre o seu controle. A praga da lepra acometia o homem em pecado de desobediência mas o próprio Deus de amor feito carne não poderia ser desobediente ao amor pelo homem e a entrega em fé sincera daquele homem e sua reverência. Senão Jesus o amor de Deus que se fez carne e habitou entre nós estaria negando sua própria natureza de amor. E o senhor do amor não pode negar a si mesmo. Por isso o Jesus que veio para cumprir a lei e não negá-la nesse momento subjulga a lei e como Assuero inclinou o seu cetro para Ester incluna-se à necessidade, amor e entrega daquele homem. Então Jesus faz algo impensável para qualquer pessoa: o que seria um suicídio pois não havia cura para a lepra naquela época. Jesus tocou aquele homem. O seu gesto mostrou que ele era totalmente Senhor sobre essa doença incurável aos olhos da medicina da época. Mostrou com aquele toque um carinho e amor que há muito haviam sido perdidos. Aquele toque foi como um bálsamo derramado sobre a alma daquele homem em condição de abandono. O próprio criador lhe dizia: você é especial para mim, Eu nunca abandono um coração contrito que me reconhece como Senhor e me busca com fé: “ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a branca lã.” Isaías 1:18.
Após a cura da alma, Jesus proclama a cura do corpo:” e disse-lhe: Quero, sê limpo.”. A limpeza do corpo físico ocorre depois da cura da alma, atestando que ele havia sido totalmente perdoado e sua alma estava liberta do pecado da desobediência. Então o seu corpo é totalmente curado da lepra.
Depois disso, Jesus também adverte aquele homem severamente porém brevemente. Diz a ele para não contar o seu milagre a ninguém mas se apresentasse no templo ao sacerdote e oferecesse o que determinava a Lei de Moises. Jesus com isso quer mostrar que apesar de ter poder sobre a Lei ele não veio para negá-la mas para cumpri-la. Determina que o homem antes de dar testemunho aos homens o desse ao sacerdote que era o mediador entre os homens e Deus. O sacerdote averiguaria se aquele homem havia tido lepra, após sete dias decorridos se estava totalmente curado. Depois procuraria saber como a lepra foi curada. Quem a havia curado e como. Como ninguém tinha poder para curar a lepra de um homem estaria atestando que o próprio Jesus era o messias tão aguardado por toda Israel. Pois somente o Messias teria poder para curar a doença da lepra. Com isso concluímos que somente Jesus pode curar definitivamente a alma do pecado da desobediência. Somente Deus e sua palavra podem penetrar no limiar do corpo e da alma e prosperar retirando a raiz do pecado.
O sacerdote daquela época também tinha o papel de médico e poderia assinar uma carta atestando a cura do doente e sua purificação. Como hoje um médico fornece um laudo atestando a cura de um doente e sua alta do hospital e reintegração à sociedade e família.
Vemos mais uma vez a desobediência daquele homem agora fazendo o nome de Jesus ser aclamado por toda Samária. Este pecado fez com que Jesus não pudesse entrar publicamente na cidade. A multidão que o buscava pelos milagres que ele fazia terminaria por impedir a Jesus de entrar na cidade. O individualismo, a  mesquinhez e os interesses próprios do ser humano que buscam a Jesus apenas para satisfação de suas necessidades físicas não permitem que a alma seja intrinsicamente curada, e isso muitas vezes isso impede outros de virem até ele.