A Paz do Senhor Jesus!

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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Heroi Improvável

Autor; PAUL WILKINSON




John Harper [um pastor batista de Glasgow, na Escócia] havia passado três meses ministrando na Igreja Moody, em Chicago, e durante esse tempo a igreja havia experimentado "um dos reavivamentos mais fantásticos de sua história': Entretanto, não fazia muito tempo que ele estava de volta à Grã-Bretanha quando lhe pediram para voltar e continuar seu ministério. Harper tomou rapidamente as providências para ele mesmo e sua filhinha de seis anos, Nana, viajarem de volta à América, a bordo do Lusitânia, mas decidiram atrasar sua partida por uma semana para que pudessem viajar em um novo navio que estava para fazer sua viagem de estréia: o Titanic.

O Titanic bateu em um iceberg às 23h40m do dia 11 de abril de 1912.

Quando foi dado o comando para os passageiros desocuparem suas cabines, Harper enrolou sua filha em um cobertor, disse-lhe que ela o veria novamente um dia, e a entregou a um dos homens da tripulação. Depois de observar que ela estava a salvo em um dos barcos salva-vidas, ele tirou seu colete salva-vidas e o deu a um dos outros passageiros. Um sobrevivente se lembrou distintamente de ouvi-Io gritar: "Mulheres, crianças e os que não são salvos, entrem nos barcos salva-vidas!" Depois, Harper correu pelo convés implorando às pessoas que se entregassem a Cristo, e, com o navio afundando, ele solicitou à orquestra do Titanic para tocar "Mais perto quero estar". Ajuntando as pessoas a seu redor, ele então se ajoelhou e, "com alegria santa em seu rosto", ergueu os braços em oração. À medida que o navio começou a adernar, ele pulou para dentro das águas geladas e nadou freneticamente para perto de todos a quem conseguiu alcançar, suplicando-lhes que se voltassem para o Senhor Jesus e fossem salvos. Finalmente, quando a hipotermia o imobilizou, John Harper afundou nas águas e passou para a presença do Senhor Jesus. Ele tinha 39 anos.

Quatro anos mais tarde, um jovem escocês chamado Aguilla Webb levantou-se em uma reunião em Hamilton, no Canadá, e deu o seguinte testemunho:

Sou um sobrevivente do Titanic. Quando eu estava boiando sozinho, segurando-me em um pedaço do mastro do navio naquela noite horrível, as ondas trouxeram para perto de mim o senhor John Harper, de Glasgow, que também estava se segurando em um pedaço dos destroços. "Amigo", disse ele, "você é salvo?" "Não", eu respondi, "não sou". E ele continuou: "Creia no Senhor Jesus Cristo e você será salvo". As ondas o carregaram para longe; mas, por mais estranho que possa parecer, as ondas o trouxeram de volta um pouco mais tarde, e ele disse: "E agora, você está salvo?" "Não", eu disse, "não posso dizer honestamente que esteja". Ele disse novamente: "Creia no Senhor Jesus Cristo e você será salvo". Alguns segundos depois ele afundou; e ali, sozinho naquela noite, e com duas milhas de água abaixo de mim, eu cri. Eu sou o último convertido de John Harper.[l]



Em um tributo a Harper, que foi publicado em 1912 sob o título "Os Três Temas de um Herói': William Andrew, de Glasgow, apontou que os três temas da pregação de Harper haviam sido ''A Cruz de Cristo, a Maravilhosa Graça de Deus Para o Homem, e a Vinda Iminente de Nosso Senhor Jesus Cristo". (The Berean Call)

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Nota:
1. George Harper, "My Brother As I Knew Him", [Meu Irmão como o Conheci] el1] Moody Adams, The Titanic's last Hero (O Ultimo Herói do Titanic) (Selfas!: Ambassador, 1998), 55, citado em Wilkinson, "You Shall Be My Witnesses" [E Sereis Minhas Testemunhas]. Veja também "A True Story from the Titanic" [Uma História Real Ocorrida no Titanic]. http://www. corkfpc.com/14.html, citado em Wilkinson.



"E terás confiança, porque haverá esperança; olharás em volta e repousarás seguro."  Jó 11:18

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Acidente na mina salvação do alto

No dia 5 de agosto de 2010 aconteceu um acidente em uma mina chilena que prendeu a atenção e emocionou o mundo inteiro.

Por causa da negligência da mineradora, uma mina de ouro e cobre no Chile sofreu um desabamento. Depois de dias descobriu-se que 33 mineiros haviam sobrevivido a cerca de 700 metros de profundidade e estavam abrigados num ponto seguro. Numa primeira etapa, as equipes de resgate conseguiram furar um túnel de poucos centímetros de diâmetro até eles. Por meio desse túnel foi possível baixar alimentos, medicamentos, mensagens escritas, gravações em áudio, um telefone e 33 Novos Testamentos. A comunicação com o “mundo superior” tinha sido restabelecida. Desde o início os chilenos estiveram abertos para as ofertas de ajuda vindas do Exterior. A Austrália enviou uma broca especial, a Alemanha disponibilizou tecnologia de precisão, a NASA deu dicas importantes e os próprios chilenos organizaram, desenvolveram e finalmente executaram um plano de resgate que deixou o mundo boquiaberto.



Conforme relatou o blog http://noticiasdesiao.wordpress.com, a mídia mundial quase não mostrou o que estava escrito nas camisetas dos resgatados: Frente: Gracias Señor! Thank you Lord! (Obrigado Senhor!).
Dia e noite as equipes de salvamento trabalharam exaustivamente para trazer os mineiros para o alto. O líder dos soterrados disse: “Esperamos que o Chile inteiro se esforce para nos tirar deste inferno”. E isto tornou-se realidade: nenhuma possibilidade deixou de ser tentada. Um dos responsáveis explicou: “Batemos em todas as portas, procuramos todas as tecnologias, todas as equipes, todos os especialistas”.

Depois de 69 dias chegou a hora. Todos os 33 mineiros puderam ser resgatados. Júbilo e alegria encheram não somente aqueles que estavam presentes, mas o mundo inteiro. Na parte da frente da camiseta dos resgatados estava escrito “Obrigado, Senhor!” e nas costas lia-se o Salmo 95.4. Foi comovente ver um dos mineiros ajoelhar-se ao sair da cápsula de resgate e levantar aos céus, em sinal de gratidão, a Bíblia que recebera durante o período da provação. A salvação depois de 69 dias lembra-nos o Salmo 69.15-16: “Não me arraste a corrente das águas, nem me trague a voragem, nem se feche sobre mim a boca do poço. Responde-me, Senhor, pois compassiva é a tua graça; volta-te para mim segundo a riqueza das tuas misericórdias!”


Nestes dias escreveu-se uma história que os participantes não esquecerão tão cedo, uma história que seus netos e bisnetos ouvirão. Não seria ela também uma parábola para a história do mundo e para a salvação que Deus operou? “Tira a minha alma do cárcere, para que eu dê graças ao teu nome” (Salmo 142.7).

Desde a queda no pecado, por culpa do ser humano, somos parecidos com os mineiros soterrados: de certa forma sobrevivemos, mas não conseguimos nos libertar por nossas próprias forças. Nossa prisão escura não tem solução, estamos presos no espaço e no tempo, sem saída, tendo somente a morte e o inferno diante dos nossos olhos.

Mas há um Deus que se importa com nosso destino, que planeja e executa todo o possível para a nossa salvação. Em Jesus Cristo Ele superou todos os obstáculos para chegar a nós. Ele desceu ao nosso mundo e abriu um caminho para entrar em contato conosco, para nos mandar o Pão da Vida: “Manifestado no fim dos tempos, por amor de vós” (1 Pedro 1.20). Ele trouxe-nos Sua Palavra e um dia nos levará à luz da Sua glória. “Ele nos libertou do império das trevas e nos transportou para o reino do Filho do seu amor” (Colossenses 1.13).

Quando o amor de Deus nos alcançou, por ocasião do nascimento de Cristo, os exércitos angelicais assistiram e romperam em júbilo celestial: “E, subitamente, apareceu com o anjo uma multidão da milícia celestial, louvando a Deus e dizendo: Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os homens, a quem ele quer bem!” (Lucas 2.13-14). Naquela época, os primeiros “repórteres” foram alguns pastores, sobre os quais está escrito: “E, vendo-o, divulgaram o que lhes tinha sido dito a respeito deste menino” (Lucas 2.17). Desde então, esta mensagem bíblica é anunciada no mundo inteiro e pessoas podem ser resgatadas da sua perdição, não somente agora, mas para toda a eternidade. (Baseado em artigo de Norbert Lieth - http://www.chamada.com.br/)


Não há lugar nessa terra que possamos fugir da sua presença. Quando atravessamos tempos angustiosos em que as profundezas parecem nos tragar podems clamar ao Senhor: "Das profundezas a ti clamo, ó SENHOR." Salmos 130:1. Todo aquele que clama a Ele não fica sem uma resposta pois essa é sua promessa: "Clama a mim, e responder-te-ei, e anunciar-te-ei coisas grandes e firmes que não sabes." Jeremias 33:3 Agora, quando pedimos algo ao Pai devemos fazê-lo da maneira certa: no Nome de Jesus.
Pois assim o próprio Jesus nos ensina: "Naquele dia pedireis em meu nome, e não vos digo que eu rogarei por vós ao Pai;" João 16:26 . Mas querido quando você pedir algo ao Pai em nome de Jesus você antes tem que crer em Jesús. Saber que ele é o único caminho ao Pai, o único que é verdadeiro e o único através do qual você tem vida: "Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim." João 14:6 Querido vou fazer-lhe duas perguntas: Você é salvo? Me responda! E se hoje você morresse você iria para o céu? Se você não tem absoluta certeza da resposta a essas duas perguntas eu o convido a fazer comigo essa oração:

Querido Jesus entrego minha vida hoje a Ti. Creio em Ti como meu Único e suficiente Salvador. Confesso o teu nome diante dos homens e do teu Espírito Santo. Peço-te que hoje mesmo estejas escrevendo o meu nome no livro da Vida. Muda a minha vida e a minha história. Entrego também todos os meus problemas e tudo aquilo que tem me angustiado. Te peço que tu me ajudes com todos eles e me dês resposta a todas as minhas questões. Amém!!!



  
 
Costas: "Nas suas mãos estão as profundezas da terra, e as alturas dos montes são suas" (Sl 95.4). Dele é a honra e a glória.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Contentamento





Agradecimento pela colheita

Salmos 67

 
Deus tenha misericórdia de nós e nos abençoe; e faça resplandecer o seu rosto sobre nós (Selá.) 
Para que se conheça na terra o teu caminho, e entre todas as nações a tua salvação.
Louvem-te a ti, ó Deus, os povos; louvem-te os povos todos.
Alegrem-se e regozijem-se as nações, pois julgarás os povos com eqüidade, e governarás as nações sobre a terra. (Selá.)
Louvem-te a ti, ó Deus, os povos; louvem-te os povos todos.
Então a terra dará o seu fruto; e Deus, o nosso Deus, nos abençoará.
Deus nos abençoará, e todas as extremidades da terra o temerão.


 

      Agradecemos ao Senhor por termos completado este mês o primeiro ano de Missão Berseba. Grandes tem sido os desafios mas o Senhor nos tem dado a vitória. Temos 21 vídeos no YouTUBE totalizando mais de 50.000 assistências e o blog já tem mais de 5.000 visitantes. Além disso já temos o blog misionberseba em espanhol na rede e planos de postagens em outros idiomas. Temos a certeza que esse ministério nasceu no coração do Eterno de Israel. Toda a Honra e toda a Glória sejam dadas ao Senhor que tem sido o motivo do nosso louvor.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Ainda há esperança

Baseado em artigo de http://www.cbsnews.com/

Nesses momentos desanimadores, quando as almas perdidas estavam no topo do penhasco, se perguntando se iam saltar, o som do vento e das ondas foi quebrado por uma voz suave. "Por que você não vêm e tomar uma xícara de chá?" o estranho perguntava. E quando eles se voltavam para ele, seu sorriso era muitas vezes a sua salvação.



Por quase 50 anos, Don Ritchie viveu em frente ao local de suicídio mais notório da Austrália, um penhasco rochoso na entrada do porto de Sydney chamado The Gap ( a fenda). E nesse tempo, este homem conduziu um número incontável de pessoas para longe do abismo.

O que alguns consideram cruel, Ritchie considera um presente. Como é maravilhoso salvar a muitos. Como é maravilhoso vender-lhes a vida.

"Você não pode apenas sentar lá e vê-los", diz Ritchie "Você tem que tentar salvá-los. É muito simples."
Cada manhã, ele sai da cama, vai até a janela do quarto de sua casa modesta, de dois andares, e verifica o precipício. Se ele vê alguém em pé sozinho muito perto do precipício, ele se apressa para ir ao seu encontro.

Algumas pessoas com que ele fala lutam contra problemas médicos, outros sofrem de doenças mentais. Às vezes, aqueles que saltam deixar para trás lembranças de si na borda - notas, carteiras, sapatos. Ritche continua sempre disponível para emprestar um ouvido, embora ele nunca tente aconselhar ou bisbilhotar. Ele simplesmente dá um sorriso caloroso, pergunta se gostaria de conversar e convida-os de volta para sua casa para o chá. Às vezes, eles se juntam a ele.

'Eu estou oferecendo-lhes uma alternativa, realmente,' diz Ritchie. 'Eu sempre agi de uma maneira amigável. Sorrio.'

Um sorriso não pode, é claro, salvar a todos, as motivações por trás do suicídio são muito variadas. Mas a bondade simplesmente pode ser surpreendentemente eficaz. Profissionais de saúde mental contam a história de um bilhete deixado para trás por um homem que pulou da ponte Golden Gate de San Francisco. Se uma pessoa sorrir para mim no caminho para a ponte, o homem escreveu, eu não pularei.

Pela compaixão, oferecida, Ritchie ajuda aqueles que são suicidas a pensar além do terrível momento presente, diz o psiquiatra Gordon Parker.

'Eles geralmente não querem morrer, é mais que eles querem é que a dor vá embora', diz Parker. 'Assim, qualquer pessoa que oferecer bondade ou esperança tem a capacidade de ajudar um número de pessoas.'

Kevin Hines desejaria que alguém como Ritchie estivesse lá no dia que ele pulou da ponte Golden Gate, em 2000. Por 40 minutos agonizantes, o então rapaz então de 19 anos passeou na ponte, chorando e esperando que alguém lhe perguntasse o que estava errado. Um turista aproximou finalmente, mas simplesmente lhe pediu para tirar uma foto. Momentos depois, ele pulou.

Hines, que sofre de transtorno bipolar, foi gravemente ferido, mas acabou se recuperando. Hoje ele diz que se uma pessoa lhe tivesse mostrado que não era indiferente a sua dor, ele provavelmente nunca teria pulado.

'Um sorriso pode levar a um longa caminhada -. Cuidando-se pode-se ir para ainda mais longe. E o fato de que ele lhes oferece chá, e apenas escuta, ele é realmente tudo o que eles querem", disse Hines. "Ele é tudo que muitas pessoas a beira do suicídio querem.'

Em 2006, o governo reconheceu os esforços de Ritchie com a Medalha da Ordem da Austrália, entre as mais altas honras civis do país. Pendurada na parede de sua sala de estar acima de uma pintura de um sol que alguém deixou em sua caixa de correio. Atrás uma mensagem agradecendo a Ritchie "um anjo que caminha entre nós."

Ele sorri timidamente. "Isso diz você - oh, eu não sei', diz ele, desviando o olhar. 'Eu me sinto feliz com isso.'

Mas ele fala prontamente e com carinho de uma mulher que ele salvou, que voltou para agradecer. Ele a viu sentada sozinha um dia, a bolsa já estava fora da cerca. Ele a convidou para sua casa para atender a Moya e tomar chá. O casal escutou seus problemas e fez um pequeno almoço compartilhado com a moça. Posteriomente seu humor melhorou e ela voltou para casa.

Um par de meses depois, ela retornou com um presente. E cerca de uma vez por ano, visita ou escreve, assegurando-lhes que ela é feliz e está bem.

Não foram poucos, porém, que ele não pôde salvar. Um adolescente ignorou sua atenção e de repente deu um salto. Um vento soprou o chapéu do menino veio parar nas mãos estendidas de Ritchie.

Mais tarde, ele descobriu que o adolescente tinha vivido na vizinhança, anos antes.

Ritchie diz que dá o seu melhor com cada pessoa, e se ele perde um, ele admite que não havia mais nada que ele poderia ter feito.

Nem ele nem Moya já se sentiram sobrecarregados com a localização da sua casa.

'Eu penso, 'Não é maravilhoso que vivemos aqui e podemos ajudar as pessoas?', Diz Moya, com o marido concordando com a cabeça.

Cada instante então, ele olha para cima de seus livros para fazer a varredura do horizonte para ver quem pode precisar dele. Ele vai continuar fazendo isso, diz ela, enquanto ele estiver aqui.

E quando ele não estiver?

Ele ri baixinho.

'Eu imagino que alguém vai vir e fazer o que eu tenho feito.'

Ele olha através do vidro da porta para fora do penhasco. E o seu rosto é iluminado com um sorriso."

Baseado em artigo de http://www.cbsnews.com/
Podemos aprender com esta história real como é importante amar as pessoas e demostrar esse amor por elas. Jesus nos amou primeiro e ele pode estar em todos os lugares onde não houver um Ritchie, e devemos orar também por isso. Mas cada um de nós deveria se esforçar para sorrir mais e demostrar mais o amor por aqueles que estão à sua volta, a começar em sua casa, em seu trabalho e indo para as ruas. Às vezes um sorriso e um gesto de amor podem fazer toda a diferença. Cada ser humano é muito especial para Jesus, e Ele nos ama muitíssimo. Quem diz isso é alguém que um dia foi alcançado por uma pequena parte desse amor e teve uma experiência pessoal com Ele. Que o Senhor Jesus nos ilumine e nos faça compreender com quão grande amor ele nos amou. Nunca deixe o dom da vida se perder: você é valioso demais para mim e para Jesus!!! E se Cristo te amou, porque Ele te ama como ama a mim, então eu também te amo!!! Ouviu??????? Eu te amo!!!!!!!


domingo, 6 de fevereiro de 2011

Sobre a distribuição de folhetos


Alguma vez você já se perguntou qual o resultado da distribuição de folhetos? O relato abaixo, do pastor Dave Smethurst, de Londres, responde a essa pergunta:


“É uma história extraordinária a que eu vou contar. Tudo começou a alguns anos em uma Igreja Batista que se reúne no Palácio de Cristal ao Sul de Londres. Estávamos chegando ao final do culto dominical quando um homem se levantou em uma das últimas fileiras de bancos, ergueu sua mão e perguntou: “Pastor, desculpe-me, mas será que eu poderia dar um rápido testemunho?” Olhei para meu relógio e concordei, dizendo: “Você tem três minutos!” O homem logo começou com sua história:

“Mudei-me para cá há pouco tempo. Eu vivia em Sydney, na Austrália. Há alguns meses estive lá visitando alguns parentes e fui passear na Rua George. Ela se estende do bairro comercial de Sydney até a área residencial chamada Rock. Um homem baixinho, de aparência um pouco estranha, de cabelos brancos, saiu da entrada de uma loja, entregou-me um folheto e perguntou: ‘Desculpe, mas o senhor é salvo? Se morrer hoje à noite, o senhor irá para o céu?’ – Fiquei perplexo com essas palavras, pois jamais alguém havia me perguntado uma coisa dessas. Agradeci polidamente pelo folheto, mas na viagem de volta para Londres eu me sentia bastante confuso com o episódio. Entrei em contato com um amigo que, graças a Deus, é cristão, e ele me conduziu a Cristo.”
Todos aplaudiram suas palavras e deram-lhe as boas-vindas, pois os batistas gostam de testemunhos desse tipo.
Uma semana depois, voei para Adelaide, no Sul da Austrália. Durante meus três dias de palestras em uma igreja batista local, uma mulher veio se aconselhar comigo. A primeira coisa que fiz foi perguntar sobre sua posição em relação a Jesus Cristo. Ela respondeu:

“Morei em Sydney por algum tempo, e há alguns meses voltei lá para visitar amigos. Estava na rua George fazendo compras quando um homenzinho de aparência curiosa, de cabelos brancos, saiu da entrada de uma loja e veio em minha direção, ofereceu-me um folheto e disse: ‘Desculpe, mas a senhora já é salva? Se morrer hoje, vai para o céu?’ – Essas palavras me deixaram inquieta. De volta a Adelaide, procurei por um pastor de uma igreja que ficava perto de minha casa. Depois de conversarmos, ele me conduziu a Cristo. Assim, posso lhe dizer que agora sou crente”.

Eu estava ficando muito admirado. Duas vezes, no prazo de apenas duas semanas, e em lugares tão distantes, eu ouvira o mesmo testemunho. Viajei para mais uma série de palestras na Mount Pleasant Church em Perth, no Oeste da Austrália. Quando concluí meu trabalho na cidade, um ancião da igreja me convidou para almoçar. Aproveitando a oportunidade, perguntei como ele tinha se tornado cristão. Ele explicou:

“Aos quinze anos vim a esta igreja, mas não tinha um relacionamento real com Jesus. Eu simplesmente participava das atividades, como todo mundo. Devido à minha capacidade para negócios e meu sucesso financeiro, minha influência na igreja foi aumentando. Há três anos fiz uma viagem de negócios a Sydney. Um homem pequeno, de aparência estranha, saiu da entrada de uma loja e me entregou um panfleto religioso – propaganda barata – e me fez a pergunta: ‘Desculpe, mas o senhor é salvo? Se morrer hoje, o senhor vai para o céu?’ – Tentei explicar-lhe que eu era ancião de uma igreja batista, mas ele nem quis me ouvir. Durante todo o caminho de volta para casa, de Sydney a Perth, eu fervia de raiva. Esperando contar com a simpatia do meu pastor, contei-lhe a estranha história. Mas ele não concordou comigo de forma alguma. Há anos ele vinha me incomodando e dizendo que eu não tinha um relacionamento pessoal com Jesus, e tinha razão. Foi assim que, há três anos, meu pastor me conduziu a Cristo”.

Voei de volta para Londres e logo depois falei na Assembléia Keswick no Lake-District. Lá relatei esses três testemunhos singulares. No final da série de conferências, quatro pastores idosos vieram à frente e contaram que eles também foram salvos, há 25-30 anos atrás, pela mesma pergunta e por um folheto entregue na rua George em Sydney, na Austrália.

Na semana seguinte viajei para uma igreja semelhante à de Keswick e falei a missionários no Caribe. Também lá contei os mesmos testemunhos. No final da minha palestra, três missionários vieram à frente e explicaram que há 15-25 anos atrás eles igualmente haviam sido salvos pela pergunta e pelo folheto do homenzinho da rua George na distante Austrália.

Minha próxima série de palestras me conduziu a Atlanta, na Geórgia (EUA). Fui até lá para falar num encontro de capelães da Marinha. Por três dias fiz palestras a mais de mil capelães de navios. No final, o capelão-mor me convidou para uma refeição. Aproveitando a oportunidade, perguntei como ele havia se tornado cristão.

“Foi um milagre. Eu era marinheiro em um navio de guerra no Pacífico Sul e vivia uma vida desprezível. Fazíamos manobras de treinamento naquela região e renovávamos nossos estoques de suprimentos no porto de Sydney. Ficamos totalmente largados. Em certa ocasião eu estava completamente embriagado e peguei o ônibus errado. Desci na rua George. Ao saltar do ônibus pensei que estava vendo um fantasma quando um homem apareceu na minha frente com um folheto na mão e perguntando: ‘Marinheiro, você está salvo? Se morrer hoje à noite, você vai para o céu?’ – O temor de Deus tomou conta de mim imediatamente . Fiquei sóbrio de repente, corri de volta para o navio e fui procurar o capelão. Ele me levou a Cristo. Com sua orientação, logo comecei a me preparar para o ministério. Hoje tenho a responsabilidade sobre mais de mil capelães da Marinha, que procuram ganhar almas para Cristo”.

Seis meses depois, viajei a uma conferência reunindo mais de cinco mil missionários no Nordeste da Índia. No final, o diretor da missão me levou para comer uma refeição simples em sua humilde e pequena casa. Também perguntei a ele como tinha deixado de ser hindu para tornar-se cristão.

“Cresci numa posição muito privilegiada. Viajei pelo mundo como representante diplomático da Índia. Sou muito feliz pelo perdão dos meus pecados, lavados pelo sangue de Cristo. Ficaria muito envergonhado se descobrissem tudo o que aprontei naquela época. Por um tempo, o serviço diplomático me conduziu a Sydney. Lá fiz algumas compras e estava levando pacotes com brinquedos e roupas para meus filhos. Eu descia a rua George quando um senhor bem-educado, grisalho e baixinho chegou perto de mim, entregou-me um folheto e me fez uma pergunta muito pessoal: ‘Desculpe-me, mas o senhor é salvo? Se morrer hoje, vai para o céu?’ – Agradeci na hora, mas fiquei remoendo esse assunto dentro de mim. De volta a minha cidade, fui procurar um sacerdote hindu. Ele não conseguiu me ajudar mas me aconselhou a satisfazer a minha curiosidade junto a um missionário na Missão que ficava no fim da rua. Foi um bom conselho, pois nesse dia o missionário me conduziu a Cristo. Larguei o hinduísmo imediatamente e comecei a me preparar para o trabalho missionário. Saí do serviço diplomático e hoje, pela graça de Deus, tenho responsabilidade sobre todos esses missionários, que juntos já conduziram mais de 100.000 pessoas a Cristo”.

Oito meses depois, fui pregar em Sydney. Perguntei ao pastor que me convidara se ele conhecia um homem pequeno, de cabelos brancos, que costumava distribuir folhetos na rua George. Ele confirmou: “Sim, eu o conheço, seu nome é Mr. Genor, mas não creio que ele ainda faça esse trabalho, pois já está bem velho e fraco”. Dois dias depois fomos procurar por ele em sua pequena moradia. Batemos na porta, e um homenzinho pequeno, frágil e muito idoso nos saudou. Mr. Genor pediu que entrássemos e preparou um chá para nós. Ele estava tão debilitado e suas mãos tremiam tanto que continuamente derramava chá no pires. Contei-lhe todos os testemunhos que ouvira a seu respeito nos últimos três anos. As lágrimas começaram a rolar pela sua face, e então ele nos relatou sua história:

“Eu era marinheiro em um navio de guerra australiano. Vivia uma vida condenável. Durante uma crise entrei em colapso. Um dos meus colegas marinheiros, que eu havia incomodado muito, não me deixou sozinho nessa hora e ajudou a me levantar. Conduziu-me a Cristo, e minha vida mudou radicalmente de um dia para o outro. Fiquei tão grato a Deus que prometi dar um testemunho simples de Jesus a pelo menos dez pessoas por dia. Quando Deus restaurou as minhas forças, comecei a colocar meu plano em prática. Muitas vezes ficava doente e não conseguia cumprir minha promessa, mas assim que melhorava recuperava o tempo perdido. Depois que me aposentei, escolhi para meu propósito um lugar na rua George, onde centenas de pessoas cruzavam meu caminho diariamente. Algumas vezes as pessoas rejeitavam minha oferta, mas também havia as que recebiam meus folhetos com educação. Há quarenta anos faço isso, mas até o dia de hoje não tinha ouvido falar de ninguém que tivesse se voltado para Jesus através do meu trabalho”.

Aqui vemos o que é verdadeira dedicação: demonstrar amor e gratidão a Jesus por quarenta anos sem saber de qualquer resultado positivo. Esse homem simples, pequeno e sem dons especiais deu testemunho de sua fé para mais de 150.000 pessoas. Penso que os frutos do trabalho de Mr. Genor que Deus mostrou ao pastor londrino sejam apenas uma fração da ponta do iceberg.

Só Deus sabe quantas pessoas mais foram ganhas para Cristo através desses folhetos e das palavras desse homem. Mr. Genor, que realizou um enorme trabalho nos campos missionários, faleceu duas semanas depois de nossa visita. Você pode imaginar o galardão que o esperava no céu? Duvido que sua foto tenha aparecido alguma vez em alguma revista cristã. Também duvido que alguém tenha visto uma reportagem ilustrada a seu respeito. Ninguém, a não ser um pequeno grupo de batistas de Sydney, conhecia Mr. Genor, mas eu asseguro que no céu seu nome é muito conhecido. O céu conhece Mr. Genor, e podemos imaginar vividamente a maravilhosa recepção que ele teve quando entrou por suas portas.



Extraído de www.worldmissions.com – Redação final: Werner Gitt. Publicado na revista Chamada da Meia-Noite.

Fonte: Blog ARSENAL DO CRENTE - http://arsenaldocrente.blogspot.com