A Paz do Senhor Jesus!

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quinta-feira, 31 de março de 2011

Lázaro vem para fora





A historia que conto abaixo aconteceu com um querido amigo e é testemunho do que o Senhor faz para ressuscitar um sonho, algo que já estava há muito tempo perdido:

         “Me formei no ano de 2000 e depois de minha formação tive o desejo ardente de fazer um mestrado. Matriculei-me no curso de mestrado em Engenharia de uma grande universidade pública do Brasil e muito respeitada internacionalmente. No ano de 2002, na segunda tentativa, fui aprovado e comecei a fazer o curso. Me inscrevi como candidato a bolsa e em pouco tempo era o primeiro da fila. Porém minha bolsa nunca chegou. Segundo depois me disseram: ela havia sido direcionada para outra pessoa. Quando finalmente surgiu outra bolsa e eu era o primeiro da fila ela acabou novamente sendo direcionada para outro candidato devido a que o critério de seleção, agora oficialmente, havia mudado. Mandei carta para o Vice-Reitor da universidade contando o ocorrido. Uma semana depois fui convidado a uma reunião com alguns professores da coordenação do programa de Engenharia, fui humilhado e reiteraram que eu não tinha direito a bolsa apesar de um dos professores ter me dado razão.

Naquela época eu havia me convertido ao Senhor e tenho certeza que uma grande batalha espiritual estava ocorrendo pois não era normal o que estava acontecendo comigo. Eu já havia conseguido terminar todas as matérias necessárias e tido um bom rendimento o que já me permitia começar efetivamente a tese. Porém os recursos financeiros minguavam. Eu recebi uma profecia de um irmão na igreja de que o Senhor me daria a tão sonhada bolsa de estudos. Porém a bolsa estava cada vez mais distante. Coloquei o mestrado no altar do Senhor e recebi dele que naquele momento não era de sua vontade que continuasse. Era o início de 2004 e tive que começar a trabalhar, o sonho parecia ter acabado. Passava na frente da universidade e um sentimento de frustração e derrota muito grande me assaltavam a alma.

Passaram-se um, dois anos, e tentei novamente voltar. Pedi através de carta a minha readmissão no curso mas não surgiam  as condições financeiras para efetivamente retornar.



Um dia fui em uma igreja em que um jovem pastor me entregou a seguinte palavra: “irmão vejo papeis, muitos papeis, pilha de papeis, tem algo do governo...uma porta que Deus está te abrindo hoje”. Fiquei receoso sobre o que era aquilo, não queria acreditar, naquele tempo eu já nem queria ouvir falar em mestrado devido a todo o trauma vivenciado.No dia seguinte, ao orar, o Senhor falou especificamente que era para retomar o mestrado e que dessa vez seria diferente.

Resistí, chorei eu confesso, pois aquilo tudo havia me machucado muito, mas por fim obedeci ao Senhor. Fiz a inscrição como qualquer outro candidato porém como meu professor orientador na época me aconselhou, na ficha de inscrição coloquei: NÃO CANDIDATO A BOLSA. Cerca de dois meses depois recebo por e-mail a notícia que eu havia sido aprovado na seleção. Deus na época me avisou e me trouxe um cliente que gerou um trabalho particular. Havia chegado a hora de deixar o emprego fixo que eu tinha e pela fé crer na provisão de Deus. Um mês depois eu recebo um e-mail que diz que fui agraciado com uma bolsa de estudos de mestrado: detalhe, EU NEM ERA CANDIDATO!
Aqueles muitos papeis que o pastor havia profetizado se tornou realidade e no meu quarto hoje há duas pilhas de livros e teses de 70 cm cada." Quem disse que não existe profeta hoje em dia: " vejo muitos papeis...", se você não acedita veja abaixo:





Aprendí que o nosso Deus Eterno é um Deus de milagres. O impossível acontece quando você o deposita nas mãos de Jesus. Faziam quatro anos que o seu sonho havia morrido. Ele já cheirava mal como a história de Lázaro que havia morrido fazia quatro dias e Marta disse ao mestre: “Senhor, já cheira mal, porque é já de quatro dias.”João 11:39 B. Assim também aquele sonho para nosso amigo havia morrido e já cheirava mal.

Mas Jesus disse a Maria, e diz agora para você: Não te hei dito que, se creres, verás a glória de Deus?” João 11:40b

Jesus quer fazer milagres em tua vida: resuscitar mortos, dar visão ao cegos, firmeza nos pés a coxos, abrir ouvidos a surdos. Basta apenas você crer nEle!!! Creia que ele é o Deus de toda a criação. Que Jesus é o seu Filho e nosso único Salvador. E certamente o milagre vai acontecer em tua vida, podem se passar 4 dias ou 4 anos mas chega o dia que a pedra é removida. E Lázaro vem para fora.

“E, tendo dito isto, clamou com grande voz: Lázaro, sai para fora. E o defunto saiu, tendo as mãos e os pés ligados com faixas, e o seu rosto envolto num lenço. Disse-lhes Jesus: Desligai-o, e deixai-o ir. Muitos, pois, dentre os judeus que tinham vindo a Maria, e que tinham visto o que Jesus fizera, creram nele.” João 11:43-45

“A saber: Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo.” Romanos 10:9

Disse Jesus: “Passará o céu e a terra, mas as minhas palavras não passarão.” Marcos 13:31




quarta-feira, 16 de março de 2011

Brilha a esperança

Judas: antes e depois do mestre

trechos do livro O Mestre Inesquecível de Augusto Cury





Judas tinha todas as condições para ser transformado numa boa terra, num dos grandes líderes que mudariam a história a humanidade...


Todos os discípulos, à exceção de Judas, começaram no primeiro estágio. Eram um solo à beira do caminho, possuíam uma personalidade impermeável, inflexível, difícil de ser trabalhada. Judas, pelas características de sua personalidade, começou no segundo estágio. Seu coração emocional tinha pedras, as acolheu rapidamente as sementes plantadas por Jesus e logo eIas nasceram. As raízes eram pequenas e frágeis. Pouco a pouco, Jesus começou a sofrer forte oposição. Judas ficou assustado com o ódio dos fariseus. Parecia que isso não estava no programa do enviado de Deus. Algumas vezes, seus opositores o expulsaram das sinagogas; outras, chamaram-no de louco e, ainda outras, pegaram em pedras para esmagá-lo. Judas ficava amedrontado. Experimentava o calor do sol. As raízes frágeis quase não suportavam.


Mas o treinamento que Jesus realizava sulcava a terra e permitia que as sementes invadissem áreas mais profundas. Foi um belo começo. Judas era uma pessoa alegre e realizada. Admirava Jesus. Seus discursos o inspiravam. Seu poder o fascinava. Para ele, o carpinteiro de Nazaré era o grande Messias aguardado por séculos por Israel. Seus milagres, sua oratória e sua inteligência confirmavam isso. Ele venceu o teste do calor do sol. Judas superou as angústias, as perseguições, as rejeições, as críticas, a fama de louco, pertinentes ao segundo estágio. Ele crescia viscosamente. Desse modo, passou para o terceiro estágio, o do solo espinhoso.

O seu coração parecia um jardim cujas plantas escondiam os rebentos que desabrochariam as flores na mais bela primavera. Mas, sem que ele percebesse, cresciam paralela e sutilmente os espinhos, representados pelas ambições, pela fascinação pelas riquezas, pelas preocupações com a vida...

No início, Judas não tirava os olhos do seu mestre. Ao seu lado, o mundo, embora perigoso, se tornava um oásis. Mas, paulatinamente, ele colocava os olhos dentro de si mesmo. Pensamentos negativos, dúvidas, questionamentos começaram a transitar no palco de sua mente. Infelizmente, ele os represou, nunca os expôs para Jesus.... Judas tinha dois grupos de conflitos. O primeiro grupo foi construído ao longo do processo de sua personalidade. Alguns desses conflitos eram controláveis; outros eram controladores...


Judas era uma pessoa auto-suficiente e não transparente. Essas características não o controlavam nos primeiros dois anos em que andou com Jesus... Controlar nossas características doentias e não deixar que elas se manifestem não quer dizer superá-las definitivamente...


Ele era o mais dosado dos discípulos, mas apenas controlava suas características doentias. As características doentias dos demais discípulos eram mais visíveis. Elas tumultuavam o ambiente; portanto, era mais fácil tratá-las. Não é tão fácil tratar de pessoas tímidas. Embora sejam mais éticas e solícitas do que a média das pessoas, ocultam conflitos. Falam pouco, mas pensam muito. Porque elas não se expõem é difícil ajudá-las. A melhor maneira de cultivar os conflitos é escondendo-os. Não tenha medo nem vergonha dos seus conflitos. Desista de ser perfeito. O mestre da vida não exigiu que seus discípulos não falhassem; exigiu, sim, que perdoassem. Nunca suplicou que não falhassem; suplicou, sim, que tivessem compaixão e amor uns pelos outros. Judas tinha provavelmente menos conflitos do que os demais discípulos, mas era uma pessoa que se escondia atrás de sua ética. Seus parceiros não o conheciam, nem ele mesmo conhecia suas mazelas psíquicas...

Judas queria que Jesus eliminasse todos os sofrimentos de Israel, mas Jesus discursava que não há noite sem tempestades, jornadas sem obstáculos, risos sem lágrimas. Para Judas, o problema da sua nação era o cárcere do império romano; para Jesus, o problema era muito mais grave, era o cárcere da emoção, o cárcere das zonas de conflitos as quais estão nas matrizes da memória. O problema estava na essência do ser humano... Como Judas pôde traí-lo? Na realidade, Judas foi controlado pelos seus conflitos. Antes de trair Jesus fora dele, traiu a imagem de Jesus que ele construíra dentro de si. A imagem que ele construiu de Jesus não batia com a imagem do salvador de Israel que ele inicialmente tinha...


As lições da escola viva de Jesus ajudaram a personalidade de Judas, mas não podiam fazê-lo amar. Amar é o exercício mais nobre do livre arbítrio. Ninguém controla plenamente a energia do amor, mas pode direcioná-la ou, então, obstruí-la. Judas precisava decidir amar Jesus. Geralmente a obstrução do amor vem pelas frustrações e desencontros. Se ele abrisse seu ser para Jesus, tratasse com seus conflitos, falasse das suas decepções, seria apaixonado pelo mestre da vida. O verdadeiro amor faz com que uma pessoa nunca desista da outra, por mais que ela a decepcione...


Jesus também frustrara os demais discípulos por não atender às suas ganâncias, mas eles o amavam. Não abriam mão dele, por mais que enfrentassem problemas, por mais incompreensível que fosse sua atitude de amar os inimigos e dar um valor inestimável aos que viviam às margens da sociedade.

Judas traiu o filho do homem e não o filho de Deus. Judas não cria que Jesus era o Messias. Um crucificado que dizia que morreria pela humanidade não correspondia às suas expectativas. Ele procurava um herói. Até hoje muitos procuram um Jesus herói. É difícil entender alguém que despreza o poder e ama as coisas simples e aparentemente desprezíveis...

Jesus teve a ousadia de confiar a bolsa das ofertas ajudas... A educação de Jesus era ilibada. Ele nunca pediu conta dos erros das pessoas.... Ele jamais acusou Judas de ladrão.

Jesus não tinha medo de perder o dinheiro roubado por Judas, ele tinha medo de perder o próprio Judas. Ele sabia que quem é desonesto rouba a si mesmo. Rouba o quê? Rouba sua tranqüilidade, sua serenidade, seu amor pela vida. O coração de Judas estava doente, não amava nem Jesus nem a si mesmo. Os transtornos de personalidade de Judas, tipificados pelos espinhos, eram seu grande teste.


O homem mais doente não é aquele que tem a pior doença, mas aquele que não reconhece que está doente. O maior erro de Judas não foi a traição mas sua incapacidade de reconhecer suas limitações, de aprender com seu mestre que os maiores problemas humanos estão na caixa de segredos da sua personalidade...


Na última ceia, Jesus anunciou a sua morte e disse, com o coração partido, que um dos discípulos o trairia. Todos queriam o nome do traidor. Jesus não expunha publicamente os erros das pessoas... No momento em que houve a traição, houve mais uma prova de que Jesus estava procurando reconquistar Judas. Ele lhe deu mais uma oportunidade para repensar sua atitude. Judas antecipou a escolta e o beijou. Jesus se deixou beijar. Judas, embora confuso, conhecia um pouco seu mestre. Bastava um beijo para identificá-lo. Sabia que não seria repreendido. Como comentei em outros textos dessa coleção, Jesus teve uma atitude ímpar. Fitou-o e o chamou de amigo (Mateus 26:50).


O mestre dos mestres golpeou-lhe o coração com seu amor. Nunca alguém amou tanto, incluiu tanto, apostou tanto, deu tantas chances a pessoas que mereciam apenas o desprezo. Judas não esperava esse golpe. Ele saiu de cena perplexo.


Quando as pessoas fizeram guerras defendendo o cristianismo, como nas Cruzadas, elas as fizeram em nome de um Cristo imaginário, irreal. O Cristo real foi o que amou seu traidor. O Cristo real foi o que cometeu loucuras de amor por cada ser humano. Foi o que teve coragem de esquecer a sua dor para pensar na dor do outro, mesmo que o outro fosse um carrasco. Se ele chamou seu traidor de amigo, quem pode decepcioná-lo? Ninguém! Que erro uma pessoa precisa cometer contra ele para fazê-lo desistir dela? Nenhum. Sua personalidade é tão contra a nossa lógica que ela jamais poderia ser uma obra de ficção. Jesus não cabe no imaginário humano.

Morrendo por todos os traidores


Na infância, vi pessoas fazendo bonecos de Judas e espancando-o. Aos olhos dessas pessoas que se diziam cristãs, Judas deveria ser espancado e ferido; mas aos olhos de Jesus, Judas deveria ser acolhido e amparado... Nesses anos todos exercendo a psiquiatria e pesquisando os segredos da mente humana, descobri que todos nós temos um pouco de Judas em nosso currículo. Quem não é traidor? Você pode não ter traído alguém, mas dificilmente não traiu a si mesmo. Quantas vezes você disse que seria uma pessoa paciente, mas uma pequena ofensa ou contrariedade bloqueou sua inteligência e levou-o à ira? Você traiu a sua intenção. Quantas vezes, depois de um ataque de raiva, você prometeu que se controlaria, mas por fim acabou ferindo as pessoas que mais ama? Você traiu sua promessa.


Quantas vezes você disse que não levaria seus problemas para sua cama, mas por fim sua cama se tornou uma praça de guerra? Você traiu seu sono. Quantas vezes você prometeu que sorriria mais, seria mais bem humorado, leve e livre, mas suas promessas não duraram até o calor dos problemas da segunda-feira? Você traiu sua qualidade de vida. Eu já me traí muitas vezes. É fácil sermos carrascos de nós mesmos.


Tivemos tantos sonhos, mas quantos foram abandonados! Traímos nossos sonhos de infância e juventude. Prometemos lutar por nossos ideais, dar um sentido nobre à nossa vida, dar valor às coisas que realmente têm valor, mas por fim gastamos uma energia descomunal com coisas banais. Raramente fazemos coisas fora da nossa agenda para nos dar prazer, relaxar e encantar. Sofremos por problemas que não aconteceram, nos preocupamos demais com as críticas dos outros, fazemos um cavalo de batalha por coisas tolas. Somos todos traidores. O mestre da vida estava morrendo por todos nós.


Quantas vezes julgamos nossos filhos, amigos, colegas de trabalho, sem perceber que o que eles estão nos dando é o máximo que conseguem naquele momento? Quantas vezes não conseguimos decifrar que as pessoas estão pedindo ajuda e compreensão nos seus comportamentos grotescos, e atiramos pedras? Quantas vezes cobramos das pessoas o que elas não podem dar! Somos punitivos e autopunitivos. Não temos compaixão dos outros nem de nós mesmos.


Quantas vezes traímos Deus? Nós não o vemos, não o tocamos fisicamente. É muito fácil traí-lo. Uns trocam Deus por uma grande soma de dinheiro, outros por uma quantia menor que a de Judas. Uns viram as costas para Ele quando atingem o sucesso, outros o consideram uma miragem quando fracassam ou o culpam pelo que Ele nunca fez.

Quantas vezes vendemos as sementes de Jesus, suas caríssimas palavras, por um preço menor do que uma mercadoria da feira? O amor, a tolerância, o perdão, o acolhimento, o afeto, a compreensão, a capacidade de se doar sem esperar a contrapartida do retorno, a capacidade de pensar antes de reagir são sementes universais, representam o ápice das aspirações humanas... Jesus sintetizou os desejos de todos os povos de todas as eras, mas muitas vezes desprezamos suas biografias como Judas as desprezou. Não analisamos suas palavras com a profundidade que elas merecem. Todos sabem que um dia morrerão, que a vida é efêmera. Num instante somos meninos; noutro, idosos. Mas vivemos como se fôssemos imortais. Adiamos a busca da sabedoria. Não perguntamos: "Deus, quem é você? Você é real?". Nós nos preocupamos em tomar o melhor antibiótico quando estamos doentes, em procurar um bom mecânico para consertar o motor do carro e em verificar detalhadamente o saldo da conta bancária, mas não nos preocupamos em desenvolver nossa inteligência espiritual, em buscar Deus de maneira inteligente.


A maioria de nós estava, de alguma forma, sendo representada por Judas. Jesus estava morrendo por todos os que mancharam a sua história por algum tipo de traição. Judas o estava traindo e Jesus o estava perdoando. Mas um grande problema surgiu. O problema era se Judas seria capaz de se perdoar.




O suicídio de Judas


Jesus queria proteger a emoção de Judas quando o chamou de amigo. Ele estava preocupadíssimo com seu sentimento de culpa. Sabia que o discípulo se torturaria. Nada abala tanto o homem quanto o peso na sua consciência. Nada o perturba tanto quando ele se acha indigno de viver. A crítica dos outros pode ser suportável, mas nossa autopunição pode ser intolerável.


O mestre era um homem seguro e de bem com a vida em situações inóspitas. Ele atravessou os vagalhões da emoção como se estivesse em terra secai Seu amor por Judas não cabe no imaginário humano...


Judas tinha muitos erros, mas era um homem sensível. O sentimento de culpa pela traição seria o maior teste da sua vida.


Se Judas pudesse remover os espinhos e encontrar o perdão e o amor de Jesus, certamente seria uma das colunas entre os mais ilustres cristãos do primeiro século desta era. Ele viu Jesus sendo preso por sua causa. Jesus não se debateu. Mostrou serenidade num momento de agitação...


Judas saiu do ambiente, pôs-se a refletir sobre o comportamento de Jesus e começou a se angustiar. Caiu em si e disse que traíra sangue inocente. Ficou cônscio de que tinha traído o mais inocente dos homens. Uma angústia dramática tomou conta do território da sua emoção. Tal angústia bloqueou os principais arquivos da sua memória. Não conseguia pensar direito. Não conseguia encontrar as sementes de Jesus nos arquivos bloqueados. O perdão, o amor e a compreensão não eram alcançados. Precisava recordar a parábola do filho pródigo, as palavras do sermão do monte, as palavras no ato da traição.... A culpa o controlava.


Quantos, neste exato momento ...estão se triturando pelo sentimento de culpa? Acham-se indignos de viver, de existir. Uma dose leve de sentimento de culpa pode gerar reflexão e mudança de rota. Mas uma dose alta pode gerar autodestruição.


Judas não suportou. Pensou em morrer. Para ele, não haveria lugar nesta terra para um traidor, ainda mais o traidor do mestre dos mestres. Ninguém o compreenderia. Ele não suportaria conviver com seu erro. Ledo engano! Se ele usasse a mesma coragem que teve para trair para reconhecer seu erro e se arrepender, corrigiria a sua trajetória e brilharia...


Quando o mundo nos abandona, a solidão é suportável, mas quando nós nos abandonamos, a solidão é quase insuperável. Nunca devemos nos auto-abandonar. Judas se abandonou. Não se perdoou. Desistiu de si mesmo. Suicidou-se. Mas ele queria matar a sua vida? Não! Ninguém que pensa em suicídio ou que pratica atos suicidas quer exterminar a existência, mas quer exterminar a dor que solapa a sua alma...


Nenhum ser humano pensa em dar fim à sua vida, mesmo quando atenta contra ela. O que se deseja é dar fim ao sentimento de culpa, solidão, ansiedade, crise depressiva.


Quem se suicida provoca cicatrizes na alma dos que o amam. E possível superar a mais longa noite e transformá-la no mais belo amanhecer. Não há lágrima que não possa ser estancada, ferida que não possa ser fechada, perda que não possa ser enfrentada e culpa que não possa ser superada. Os que transcendem seus traumas e seus erros ficam belos e sábios.





"Aprenda a se perdoar. Não tenha medo da dor. Jamais se esqueça das sementes do mestre da vida."


Trechos do Capítulo 7 do livro O Mestre Inesquecível. Coleção Análise da Inteligência de Cristo. Vol - 5



Jesus disse: "Porque aquele que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, e quem perder a sua vida por amor de mim, achá-la-á. " Mateus 16:25

"Tão-somente esforça-te e tem mui bom ânimo, para teres o cuidado de fazer conforme a toda a lei que meu servo Moisés te ordenou; dela não te desvies, nem para a direita nem para a esquerda, para que prudentemente te conduzas por onde quer que andares." Josué 1:7

terça-feira, 8 de março de 2011

Vida na Biblia

Lembrando o Dia Internacional da Mulher

Quando a Irmã Lee (seu nome fictício) deixou pela primeira vez a sua terra natal na Coreia do Norte, ela sabia que seu país não era nenhum paraíso. Ela havia testemunhado muita coisa ruim. Nem mesmo o seu filho, que era um soldado, não tinha o que comer. Ela quis permanecer na China, mas as vidas de sete pessoas na Coreia estavam na mira. Se ela continuasse na China, estas pessoas seriam punidas. Ser acolhida numa residência de segura da Portas Abertas Internacional lhe deixou confusa. Quem eram estas pessoas que lhe trataram tão bem? E quem era ela mesma? 



Assim como outros refugiados, Irmã Lee deixou a Coreia do Norte para buscar alimentos na China. Por duas vezes Portas Abertas Internacional a ajudou, mas ela não voltou para casa. Por fim, ela confessou que pagou a outros refugiados para levarem a comida e as roupas doadas para a sua família. “Eu não desejo ir para casa. Eu quero ficar aqui, arranjar um trabalho, ganhar dinheiro, e sustentar meu marido e meu filho que lá ficaram, daqui mesmo.
Por causa da grave fome em seu país, Irmã Lee e muitos outros norte-coreanos foram incentivados pelo governo a visitarem seus parentes na vizinha China, a fim de receberem alimentação por lá...mas sob certas condições. Se a Irmã Lee não voltasse, as sete pessoas – entre família, vizinhos e amigos – receberiam castigos. Desta vez, ela não tinha escolha. Era necessário voltar. Mas, ainda assim, ela se recusou.
A Portas Abertas Internacional a abrigou num local seguro. Nós a visitávamos regularmente. Um de nossos cooperadores disse: “Eu lhe dei uma Bíblia e ela ficou amedrontada. Como todos os norte-coreanos, ela foi ensinada que o cristianismo é veneno puro. Como eu não quis pressioná-la, apenas deixei a Bíblia por lá. Deus se encarregará de despertar o seu interesse.

É verdade, realmente?

Deus pode usar métodos simples para moldar pessoas para Ele. “Os refugiados não têm o que fazer, logo eles assistem a muita televisão. O que eles assistem? A programas cristãos da Coreia do Sul. Isso os confunde e levanta questões: ‘É mesmo verdade que a Coreia do Sul é um país rico?’ ‘Quem é Jesus?’ A Irmã Lee fez estas perguntas – e ficou com raiva porque as pessoas em seu país haviam mentido para ela a vida inteira. Eu a presenteei com algumas fitas de música gospel em sua própria língua. Quando retornei para o abrigo de refugiados, ela estava com lágrimas nos olhos. Ela me perguntou: ‘Como é possível que uma canção possa descrever a minha vida?’ Eu lhe respondi: “São canções que cantamos na igreja.’ Ela então quis ir comigo á igreja, mas isto era impossível. Eu não podia correr esse risco.”
“Daquele momento em diante, Irmã Lee ficou bastante motivada para ler a Bíblia. ‘Este livro é verdadeiro?’, ela perguntava sempre. Ela tinha tantas perguntas que foi difícil responder a todas. Eu expliquei para ela que há coisas que não podemos enxergar, como o ar, mas estas coisas invisíveis é que são com frequência as mais preciosas”, disse o cooperador.

Mensagem impactante

A Bíblia contém uma mensagem impactante para toda a raça humana, especialmente para os norte-coreanos. Nosso cooperador mostrou a ela na Bíblia que os seres humanos são criaturas importantes. “Eu disse: ‘Você é muito importante para Deus.’ Foi como se ela tivesse sido atingida por um raio.”
Norte-coreanos como a Irmã Lee não podem compreender o ‘conceito’ de um Deus amoroso. Ela perguntou ao nosso cooperador: “Quem sou eu para você ser tão bom comigo?”
A resposta foi: “Deus lhe ama e lhe dá honras. Deus amou o mundo de tal maneira que deu Seu único filho para que todo aquele que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna. Ele está preparando um lugar para você no céu.”
Lee nunca havia escutado sobre o céu dos cristãos. Ela sequer tinha notícia de uma vida eterna e ficou muito mobilizada. No princípio, ela ficou tensa, mas depois se alegrou. Ela queria se tornar uma filha de Deus. O nosso cooperador relatou: “Nós oramos pelo perdão de seus pecados e eu continuei a ensiná-la. A sua fé cresceu.”

A volta sem a Bíblia


Porém, chegou o dia em que Irmã Lee teve que voltar para casa. “Ela teve que ser persuadida e, por fim, concordou em voltar. Eu lhe dei mercadorias para que ela pudesse vender no mercado negro de seu país. Com isso, ela poderia usar o dinheiro para poder se evadir da Coreia do Norte e, um dia, tentar voltar. Ela prometeu ficar firme em sua fé. Eu quis lhe dar uma Bíblia, mas isto era perigoso demais.”
Irmã Lee memorizou trechos do livro de Romanos antes de atravessar a fronteira. Portas Abertas Internacional tentará localizá-la na Coreia do Norte para colocar uma Bíblia em suas mãos. Ela veio até a China para encontrar comida. Acabou encontrando vida.

Tradução: Joel Macedo
Fonte: Portas Abertas www.portasabertas.org.br
assine a revista Portas Abertas: http://www.portasabertas.org.br/catalogo/ 





Ao lermos o testemuno desta irmã Norte Coreana passamos a nos lembrar de todas as irmãs em cristo que estão pelo mundo. De como muitas vezes nós mulheres do mundo livre não damos o devido valor à liberdade que temos. Liberdade de ir á igreja, pregar o evangelho e testemunhar a nossa fé são apenas alguns dos direitos que temos mas que muitos cristão pelo mundo não tem. Oremos para que o Senhor fortaleça essas irmãs e irmãos que encontram-se em países fechados ao evangelho e que sofrem perseguição por sua fé. Para que eles perseverem e terstemunhem ousadamente de cristo com os não cristãos. E que nós da igreja livre ao ler e ver sobre os seus testemunhos sejamos cada vez mais cheios de ousadia para testemunhar de cristo aquí e ajudar a igreja perseguida em oração. Que o Deus Eterno esteja hoje operando maravilhas na vida de todas as mulheres cristãs e não cristãs pelo mundo enchendo-as de fé e esperança.



"Porque há esperança para a árvore que, se for cortada, ainda se renovará, e não cessarão os seus renovos." Jó 14:7

Feliz dia Internacional da Mulher!!!








sábado, 5 de março de 2011

Mineiros do Chile agradecem milagre em Israel



Para a alguns, apenas uma viagem de Turismo Religioso, para outros, o encontro com as raízes da sua fé. Para todos, dias inesquecíveis!


Os Mineiros do Chile estão em Israel e percorrem os “trajetos-padrão” de qualquer roteiro básico na Terra Santa. Tiram fotos, inclinam-se diante de locais onde imaginam que os fatos históricos aconteceram, comem faláfel, visitam museus e compram lembranças. Tudo tão… turista.

Entre eles, apenas um parece entender bem o significado de tudo pelo qual o grupo passou: Mas quem viveu o momento de maior intensidade foi o “guia espiritual” do grupo durante o tempo de clausura, José Henríquez González.

Considerado o “líder espiritual” do grupo enquanto estiveram enterrados vivos por 69 dias, foi de Henríquez Gonzáles – um crente convicto – a idéia de estampar camisetas com o quarto verso do Tehilim (Salmos) 95: “Nas suas mãos estão as profundezas da terra, e as alturas dos montes são suas“.

Agora, em visita à Israel, coube a Henríquez Gonzáles fazer o pronunciamento mais sensato sobre o que aconteceu de agosto a outubro de 2010 – e a 700 metros de profundidade – na Mina San José em Copiapó, Chile: “Nós clamamos a um D’us vivo e ELE nos respondeu e nos presenteou com todas estas viagens para diferentes países do mundo. ELE nos resgatou e tomou o domínio de todo o aparato de salvação. É um D’us que responde à oração, que tem ouvidos, que escuta o pecador”.

Ao longo do dia de hoje os mineiros visitaram lugares de importância espiritual em Jerusalém e durante todo o percurso foram acompanhados por seu anfitrião na viagem de oito dias à Terra Santa, o ministro de Turismo israelense, Stas Misezhnikov.

Além de visitarem os cartões postais religiosos, os mineiros conheceram ainda os bairros muçulmanos e judaicos da Cidade Antiga até chegarem ao Muro das Lamentações, onde foram recebidos por Shmuel Rabinovitch, rabino responsável pelos serviços do Kotel.

Usando kipot [plural de kipá], os mineiros escreveram mensagens de agradecimento e desejos que colocaram nas fendas das pedras do Muro.

Durante os próximos dias os mineiros e suas famílias visitarão outros pontos turísticos da Terra santa, como o Monte das Oliveiras, a Igreja da Natividade em Belém, a cidade de Nazaré e o Rio Jordão



Fonte: http://noticiasdesiao.wordpress.com