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domingo, 22 de janeiro de 2012

O vinho e o cristão


"O vinho é escarnecedor, e a bebida forte, alvoroçadora; todo aquele que por eles é vencido não é sábio" (Provérbios 20:1).

"Ouve, filho meu, e sê sabio; guia retamente no caminho o teu coração. Não estejas entre os bebedores de vinho nem entre os comilões de carne. Porque o beberrão e o comilão caem em pobreza; e a sonolência vestirá de trapos o homem" (Provérbios 23:19-21).

"Para quem são os ais? Para quem, os pesares? Para quem, as rixas? Para quem, as queixas? Para quem, as feridas sem causa? E para quem, os olhos vermelhos? Para os que se demoram em beber vinho, para os que andam buscando bebida misturada. Não olhes para o vinho, quando se mostra vermelho, quando resplandece no copo e se escoa suavemente. Pois ao cabo morderá como a cobra e picará como o basilisco. Os teus olhos verão cousas esquisitas, e o teu coração falará perversidades. Serás como o que se deita no meio do mar e como o que se deita no alto do mastro e dirás: Espancaram-me, e não me doeu; bateram-me, e não o senti; quando despertarei? Então tornarei e beber" (Provérbios 23:29-35).

"Ai dos que se levantam pela manhã e seguem a bebedice e continuam até alta noite, até que o vinho os esquenta!" (Isaías 5:11). 

"Ai dos que são heróis para beber vinho e valentes para misturar bebida forte" (Isaías 5:22). 

"O Senhor derramou no coração deles um espírito estonteante; eles fizeram estontear o Egito em toda a sua obra, como o bêbado quando cambaleia no seu vômito." (Isaías 19:14). 

"Mas também estes cambaleiam por causa do vinho e não podem ter-se em pé por causa da bebida forte; o sacerdote e o profeta cambaleiam por causa da bebida forte, são vencidos pelo vinho, não podem ter-se em pé por causa da bebida forte; erram na visão, tropeçam no juízo. Porque todas as mesas estão cheias de vômitos, e não há lugar sem imundícia" (Isaías 28:7-8).

"Não vos enganeis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o reino de Deus." (1 Coríntios 6:9-10).



O vinho na bíblia

Nos textos acima o termo vinho refere-se ao vinho fermentado diferentemente da passagem de Lucas 5:36-38. Nesta o termo vinho refere-se a suco de uva não fermentado: "Também lhes disse uma parábola: Ninguém tira um pedaço de veste nova e o põe em veste velha; pois rasgará a nova, e o remendo da nova não se ajustará à velha. E ninguém põe vinho novo em odres velhos, pois o vinho novo romperá os odres; entornar-se-á o vinho, e os odres se estragarão. Pelo contrário, vinho novo deve ser posto em odres novos." O vinho novo nesse texto diz respeito ao suco de uva fresco. Jesus transformou perto de 600 litros de água em vinho. Fez isso depois que os convidados da festa "beberam fartamente". Jesus fez vinho suco de uva ou vinho alcoólico? Lembre-se que as duas coisas são possíveis tendo em vista a própria definição do termo vinho. Mas há duas considerações que nos levam a crer firmemente que se tratava de suco e não de bebida alcoólica. Em primeiro lugar, Jesus o fez na hora. No primeiro momento em que o vinho daquela época era produzido, ele era suco. Somente após um processo de envelhecimento e de fermentação é que se tornava alcoólico. Em segundo lugar, o que é mais importante, se Jesus tivesse feito vinho alcoólico, ele teria estado incentivando a embriaguez. A questão aqui não é um ou dois copos de vinho. Essas pessoas, após já terem bebido muito, receberam mais umas centenas de litros. Jesus jamais incentivou os pecados do homem, tampouco contribuiu para eles. Portanto, parece claro que esse vinho era do tipo não-alcoólico.
(Fonte: A bíblia e a bebida alcôlica disponível em www.estudosdabiblia.net)

O vinho da época e o vinho atual

É também útil entender algumas coisas sobre os vinhos alcoólicos das terras bíblicas. Naquela época, só havia fermentação natural. Eles ainda não tinham inventado a tecnologia para acrescentar mais álcool às bebidas fermentadas por processo natural. Isso significa que o mais alcoólico dos vinhos da Palestina tinha cerca de 8% de álcool. Pela lei, esses vinhos eram diluídos em água, normalmente três ou quatro partes de água para uma parte de vinho. Esses vinhos fracos, enfraquecidos mais ainda pela adição de enormes quantidades de água, passaram a ser usados como bebidas para acompanhar as refeições. Não eram usados como bebidas, mas apenas como se usa um copo de água ou uma xícara de café que se bebe com a refeição. Vários textos bíblicos parecem apontar para esse uso do vinho --como uma bebida para acompanhar as refeições (observe 1 Timóteo 3:3, 8; Tito 1:7; Mateus 11:18-19). (Fonte: A bíblia e a bebida alcôlica disponível em www.estudosdabiblia.net)

Paulo estimulou a Timóteo de modo especial para que tomasse "um pouco de vinho" por questões de saúde (1 Timóteo 5:23). Às vezes se usa esse texto para mostrar que é possível beber. Mas, de fato, o que ele faz é justamente o oposto. Se Timóteo tivesse tido o hábito de beber uma cerveja aqui e ali, por que precisou que Paulo lhe desse uma permissão especial para usar um pouco de vinho como remédio? Esse texto nos leva à conclusão de que o uso de álcool pelo cristão deve ser uma exceção, não uma regra. (Fonte: A bíblia e a bebida alcôlica disponível em www.estudosdabiblia.net)

A vida cristã

O servo de Cristo deve sempre analisar o efeito de seus atos sobre o próximo: "É bom não comer carne, nem beber vinho, nem fazer qualquer outra cousa com que teu irmão venha a tropeçar" (Romanos 14:21). Mesmo que o cristão pudesse beber moderadamente, de qualquer modo esse texto ainda o estaria proibindo na maioria dos casos. A bebida alcoólica leva tantos cristãos a cair, que aquele que tenta ajudar o seu irmão a não tropeçar certamente não lhe dará o exemplo, bebendo diante dele.

A Bíblia sistematicamente exige que sejamos sóbrios (leia com cuidado 1 Tesssalonicenses 5:6; 2 Timóteo 4:5; 1Pedro 4:7; 5:8). Entre as primeiras conseqüências da bebida são a ausência de inibições, o enfraquecimento do autocontrole, a falta de juízo. Essas conseqüências ocorrem bem antes da pessoa começar a perder o controle das habilidades motoras, a falar arrastadamente etc. O diabo está sempre procurando-nos tentar; para enfrentar a essas tentações, o filho de Deus deve estar profundamente alerto e sóbrio em todo tempo. (Fonte: A bíblia e a bebida alcôlica disponível em www.estudosdabiblia.net)


Bem não é minha intenção aqui dar uma lição de moral farisaica sobre o que pode ou não pode-se fazer. É claro que á luz da palavra de Deus e dos estudos citados acima e além disso da sensibilidade do Espírito Santo que nos exorta me parece muito difícil o uso do vinho, da forma como ele é produzido atualmente,  por um cristão vigilante. O vinho da época de Jesus representava renovo e alegria e não era tão alcóolico como o atual. Em alguns casos era apenas suco de uva sem fermentar. Paulo o recomendou a Timóteo apenas para uso medicinal. Mas de qualquer maneira para aqueles que ainda tem dúvidas apresento o exemplo de Cristo em um relato inspirado do livro de Augusto Cury: O Mestre do Amor, que hoje me saltou aos olhos ao lê-lo. Sobre o uso do vinho:

Rejeitando uma bebida entorpecente para aliviar a sua dor

“Jesus chegou ao Gólgota às nove da manhã (Marcos 15:25), Gólgota significa ‘lugar da caveira’, por isso recebe também o nome Calvário. A multidão estava apavorada, e o réu, exausto e profundamente fatigado.

Os governadores romanos puniam com a morte na cruz seus piores inimigos. O Calvário era um lugar triste e sinistro que ficava do lado de fora de Jerusalém. Ninguém sentia prazer em visitar aquele lugar. Entretanto, o homem Jesus arrastou multidões para lá.

Os romanos aprenderam a arte da crucificação com os gregos, e o gregos, com os fenícios. A crucificação era uma punição cruel. O criminoso ficava na cruz durante longas horas, em alguns casos por dois ou três dias, até morrer de hemorragia, desidratação, insolação e falência cardíaca.

O Império Romano usava a prática da crucificação como instrumento de domínio. Os gemidos de uma pessoa crucificada ecoavam por meses a fio nas almas dos que os ouviam, gerando desespero e medo. O medo os controlava e os fazia submeter-se à autoridade política.
Ao chegar ao Calvário, os soldados romanos davam uma bebida anestésica ao condenado: vinho (algumas versões fala em vinagre)misturado com fel  Mateus 27:34). Tal bebida era um gesto mínimo de misericórdia para com os crucificados. Ela aliviava um pouco a dor produzida pelo trauma dos cravos que lesavam músculos, nervos, fraturavam ossos e rompiam vasos sanguíneos.

Quando o risco de morte é intenso, fecham-se os territórios de leitura da memória, e o homem animal prevalece sobre o homem intelectual. Ninguém conserva a sobriedade quando é machucado, ainda mais quando é crucificado. As reações instintivas dominavam os condenados á cruz. Eles se contorciam de dor e lutavam desesperadamente para esquivar-se da agonia e da morte.

Os primeiros golpes dos cravos nos punhos e nos pés provocavam uma dor insuportável. Estalos dos martelos combinados com gritos lancinantes ecoavam pelo lugar. Alguns desmaiavam, outros ficavam confusos, outros ainda enfartavam devido ao estresse pós-traumático.

Por causa da intensidade da dor, ninguém recusava a bebida anestésica. Mas Jesus, para espanto dos soldados, não quis beber. Rejeitou o ato de misericórdia dos romanos. Por quê? Talvez porque desejasse colocar-se como redentor da humanidade. Talvez porque não quisesse perder a consciência em nenhum momento de seu martírio. Queria viver as aflições humanas até o final.

Jesus conservou a lucidez antes e durante o martírio. Até a última batida do seu coração, o Mestre da Vida estava plenamente consciente do mundo à sua volta.”

CURY, Augusto Jorge. O Mestre do Amor. Jesus, o maior exemplo de sabedoria, perseverança e compaixão. Série Análise da Inteligência de Cristo, vol. 4, Ed. Sextante, 2006.

Jesus não se absteve de sentir toda a dor da crucificação. Ele abraçou a cruz de corpo e alma. Bebeu o cálice do sofrimento até a sua última gota. Não fugiu, não se escondeu foi obediente até a morte. Amou a vida e o ser humano até o fim pois no final pediu ao Pai para que nos perdoasse. Não desistiu da vida nem da criação. Se agarrou à vida com todas as suas forças e nos amou. Não misturou a alegria da vida representada pelo vinho com o amargor do pecado representado pelo fel da serpente: aquilo que contamina a alma humana. Jesus amou a vida e nos amou de uma maneira incomparável e insondável.
Porque será que ele nos amou tanto assim? Nós não éramos, não somos e nunca seremos dignos desse amor. Mas mesmo assim ele nos amou até o fim!!! Somente o amor do Pai!!! Somente o amor do Filho!!! Quem pode resistir a esse amor???  
É   I N C O M P A R Á V E L ! ! ! O amor de Deus nos constrange! O amor desarma todo argumento!