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terça-feira, 14 de agosto de 2012

O homem leproso


"E aproximou-se dele um leproso que, rogando-lhe, e pondo-se de joelhos diante dele, lhe dizia: Se queres, bem podes limpar-me.
E Jesus, movido de grande compaixão, estendeu a mão, e tocou-o, e disse-lhe: Quero, sê limpo.
E, tendo ele dito isto, logo a lepra desapareceu, e ficou limpo.
E, advertindo-o severamente, logo o despediu.
E disse-lhe: Olha, não digas nada a ninguém; porém vai, mostra-te ao sacerdote, e oferece pela tua purificação o que Moisés determinou, para lhes servir de testemunho.
Mas, tendo ele saído, começou a apregoar muitas coisas, e a divulgar o que acontecera; de sorte que Jesus já não podia entrar publicamente na cidade, mas conservava-se fora em lugares desertos; e de todas as partes iam ter com ele."

Marcos 1:40-45




Vemos que um leproso aproximou-se de Jesus. Sendo leproso este homem transgrediu a Lei de Moises que ordenava que o leproso considerado impuro não poderia entrar na cidade ou se aproximar de pessoas. Se assim o fizesse deveria gritar ”Impuro! Impuro! Impuro” em aviso de sua aproximação. Mas vemos que não foi assim que este homem leproso se aproximou de Jesus. Ele veio rogando-lhe e pondo-se de joelhos. O ato daquele homem de rogar a Jesus por sua condição já demostra sua fé no poder de cura de Jesus. A fama de Jesus já havia se espalhado por toda a Galileia e muitos milagres de cura Jesus já realizara. Aquele homem provavelmente ouviu falar dos milagres que Jesus fizera e de seu poder e acreditou. Então num ato de fé aquele homem se ajoelha diante de Jesus, reconhecendo sua dependência pelo mestre. Este homem em submissão reconhece que Jesus tinha o poder de curá-lo, se assim o quisesse. Este homem ousou crer e depositou nEle a sua esperança. Aquele homem precisava ser limpo da sua doença que o excluía e colocava a margem da sociedade de sua época e fora dos contornos da cidade e sua provisão e abrigo. Fora do convívio social e do convívio com sua família. Aquele homem tinha uma profunda ferida em sua alma: uma chaga que não cicatrizava, um profundo sentimento de abandono e indiferença. A sua família: pai, mãe, esposa, filhos lhes haviam sido retirados. Dependia de outros leprosos que estavam na mesma situação da dele. Corpos e mentes enfermos sendo corroídos pela exclusão e o abandono. Este é o quadro que se apresenta diante de Jesus: um homem em total dependência com o coração contrito, quebrantado e com fome de justiça. Jesus é a última esperança para ele.
E o que Jesus faz? Se Jesus tivesse se detido na Lei de Moises não poderia ter deixado que aquele homem se aproximasse para não contaminá-lo e torná-lo impuro. Porem o filho do homem tinha outros planos. Jesus revela então sua deidade que lhe dá poder de ser Senhor sobre os rituais da lei. Jesus o senhor do sábado mostrou ser também senhor sobre a lepra e sobre a desobediência. A lepra não poderia contaminá-lo pois todas as coisas criadas sobre os céus e a terra estão sobre o seu controle. A praga da lepra acometia o homem em pecado de desobediência mas o próprio Deus de amor feito carne não poderia ser desobediente ao amor pelo homem e a entrega em fé sincera daquele homem e sua reverência. Senão Jesus o amor de Deus que se fez carne e habitou entre nós estaria negando sua própria natureza de amor. E o senhor do amor não pode negar a si mesmo. Por isso o Jesus que veio para cumprir a lei e não negá-la nesse momento subjulga a lei e como Assuero inclinou o seu cetro para Ester incluna-se à necessidade, amor e entrega daquele homem. Então Jesus faz algo impensável para qualquer pessoa: o que seria um suicídio pois não havia cura para a lepra naquela época. Jesus tocou aquele homem. O seu gesto mostrou que ele era totalmente Senhor sobre essa doença incurável aos olhos da medicina da época. Mostrou com aquele toque um carinho e amor que há muito haviam sido perdidos. Aquele toque foi como um bálsamo derramado sobre a alma daquele homem em condição de abandono. O próprio criador lhe dizia: você é especial para mim, Eu nunca abandono um coração contrito que me reconhece como Senhor e me busca com fé: “ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a branca lã.” Isaías 1:18.
Após a cura da alma, Jesus proclama a cura do corpo:” e disse-lhe: Quero, sê limpo.”. A limpeza do corpo físico ocorre depois da cura da alma, atestando que ele havia sido totalmente perdoado e sua alma estava liberta do pecado da desobediência. Então o seu corpo é totalmente curado da lepra.
Depois disso, Jesus também adverte aquele homem severamente porém brevemente. Diz a ele para não contar o seu milagre a ninguém mas se apresentasse no templo ao sacerdote e oferecesse o que determinava a Lei de Moises. Jesus com isso quer mostrar que apesar de ter poder sobre a Lei ele não veio para negá-la mas para cumpri-la. Determina que o homem antes de dar testemunho aos homens o desse ao sacerdote que era o mediador entre os homens e Deus. O sacerdote averiguaria se aquele homem havia tido lepra, após sete dias decorridos se estava totalmente curado. Depois procuraria saber como a lepra foi curada. Quem a havia curado e como. Como ninguém tinha poder para curar a lepra de um homem estaria atestando que o próprio Jesus era o messias tão aguardado por toda Israel. Pois somente o Messias teria poder para curar a doença da lepra. Com isso concluímos que somente Jesus pode curar definitivamente a alma do pecado da desobediência. Somente Deus e sua palavra podem penetrar no limiar do corpo e da alma e prosperar retirando a raiz do pecado.
O sacerdote daquela época também tinha o papel de médico e poderia assinar uma carta atestando a cura do doente e sua purificação. Como hoje um médico fornece um laudo atestando a cura de um doente e sua alta do hospital e reintegração à sociedade e família.
Vemos mais uma vez a desobediência daquele homem agora fazendo o nome de Jesus ser aclamado por toda Samária. Este pecado fez com que Jesus não pudesse entrar publicamente na cidade. A multidão que o buscava pelos milagres que ele fazia terminaria por impedir a Jesus de entrar na cidade. O individualismo, a  mesquinhez e os interesses próprios do ser humano que buscam a Jesus apenas para satisfação de suas necessidades físicas não permitem que a alma seja intrinsicamente curada, e isso muitas vezes isso impede outros de virem até ele.