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domingo, 21 de novembro de 2010

Os dois discípulos



no caminho de Emaús



“E eis que no mesmo dia iam dois deles para uma aldeia, que distava de Jerusalém sessenta estádios, cujo nome era Emaús.

E iam falando entre si de tudo aquilo que havia sucedido.

E aconteceu que, indo eles falando entre si, e fazendo perguntas um ao outro, o mesmo Jesus se aproximou, e ia com eles.

Mas os olhos deles estavam como que fechados, para que o não conhecessem.

E ele lhes disse: Que palavras são essas que, caminhando, trocais entre vós, e por que estais tristes?

E, respondendo um, cujo nome era Cléopas, disse-lhe: És tu só peregrino em Jerusalém, e não sabes as coisas que nela têm sucedido nestes dias?

E ele lhes perguntou: Quais? E eles lhe disseram: As que dizem respeito a Jesus Nazareno, que foi homem profeta, poderoso em obras e palavras diante de Deus e de todo o povo;

E como os principais dos sacerdotes e os nossos príncipes o entregaram à condenação de morte, e o crucificaram.

E nós esperávamos que fosse ele o que remisse Israel; mas agora, sobre tudo isso, é já hoje o terceiro dia desde que essas coisas aconteceram.

É verdade que também algumas mulheres dentre nós nos maravilharam, as quais de madrugada foram ao sepulcro;

E, não achando o seu corpo, voltaram, dizendo que também tinham visto uma visão de anjos, que dizem que ele vive.

E alguns dos que estavam conosco foram ao sepulcro, e acharam ser assim como as mulheres haviam dito; porém, a ele não o viram.

E ele lhes disse: O néscios, e tardos de coração para crer tudo o que os profetas disseram!

Porventura não convinha que o Cristo padecesse estas coisas e entrasse na sua glória?

E, começando por Moisés, e por todos os profetas, explicava-lhes o que dele se achava em todas as Escrituras.

E chegaram à aldeia para onde iam, e ele fez como quem ia para mais longe.

E eles o constrangeram, dizendo: Fica conosco, porque já é tarde, e já declinou o dia. E entrou para ficar com eles.

E aconteceu que, estando com eles à mesa, tomando o pão, o abençoou e partiu-o, e lho deu.

Abriram-se-lhes então os olhos, e o conheceram, e ele desapareceu-lhes.“

Lucas 24:14-31



    Lucas relata que dois discípulos sairam da cidade de Jerusalém e seguiam para a aldeia de Emaús. Sairam de Jerusalém, a cidade da Paz, ou seja abndonaram o local onde permanece a paz. E se dirigiram para a aldeia de Emaús, que quer dizer “lugar de conselho”. Haviam perdido a paz e que perde a paz deve fazer exatamente isso: buscar conselho. Os discípulos empreenderam essa caminhada não sozinhos mas apoiando um ao outro como o proprio Jesús aconselhava que os seus discípulos fossem: “e mandou-os adiante da sua face, de dois em dois, a todas as cidades e lugares aonde ele havia de ir.” Lucas 10:1. Eles estavam caminhando e falando de tudo o que havia sucedido, e fazendo-se muitas perguntas.   
    Nesse momento durante essa caminhada quando a tristeza, as dúvidas e tentações surgiram o próprio Jesús apresentou-se a eles. Porém eles estavam tão concentrados nos seus próprios problemas que não reconheceram a Jesus pois “os seus olhos estavam como que fechados” Lucas 24:16a. Havia lhes fugido o entendimento estavam como que cegos pois criam que a luz do mundo lhes havia sido roubada. Se esqueceram da promessa de Jesus “Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida. João 8:12 Porém a promessa de Jesús era também que Ele estaria com seus discípulos quando eles estivessem reunidos em seu nome: “Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles.” Mateus 18:20 Então Jesús lhes pergunta que palavras eram essas que eles, ao caminhar, estam trocando e porque eles estavam tristes. Então eles expuseram que esperavam que Jesus fosse aquele que remisse a Israel do julgo Romano. Eles limitaram a obra de Deus e seu plano para o povo de Israel e para todo aquele que nele crê. Olharam pelos olhos da racionalidade humana e do momento em que viviam crendo que o reinado do cristo seria deste mundo e ele viria para libertar Israel de um julgo deste mundo: o julgo romano. Porém Deus tinha um plano de redenção muito maior: ibertar aquele que crê do julgo da lei e do pecado. Pois Cristo tomou o nosso lugar de pecador, sendo ele sem pecado, para subjulgar o salário do pecado que é a morte e fazernos reinar em vida. Nós que estavamos cheios de pecado, ao aceitá-lo, fomos alçados com ele para o reino de Deus e libertos do pecado: pois ele já se havia tomado o nosso lugar na cruz e quebrado o aguilhão do pecado: a morte e a vitória que antes seria do inferno.

     Então vendo a incredulidade dos apóstolos Jesús admoesta-os e chama-os de “nécios e tardos de coração”. Nécios, que quer dizer estúpidos: por não compreenderem que tudo o que os profetas anunciaram havia se cumprido em Cristo. Eles haviam ouvido os rabinos pregarem a palavra e a haviam estudado exaustivamente. Viram o verbo que se fez carne cheio de sabedoria e de verdade. Viram os seus milagres e maravilhas: viram o cego ver, o surdo ouvir, o coxo andar, os mortos resuscitarem, os pães e peixes se multiplicarem. E se maravilharam com os sinais de sua autoridade: pois o vento cessava a sua ordem e até o mar lhe obedecia e se acalmava. Porém não creram apesar de estudarem tanto as escrituras. Tardos de coração porque apesar de estudarem a palavra, de terem visto o seu cumprimento no próprio verbo que se fez carne: Jesús Cristo, não conseguiram crer em seu poder e suas promessas. Então o próprio Jesús começou a explicar-lhes as escrituras começando por Moisés e todos os profetas, e do que dele estava escrito. E começou-lhes a arder o coração, porém nem mesmo assim conseguiram reconhecer o mestre.
     E quando chegaram à aldeia de Emaús Jesús fez como quem ia para mais longe porém eles insisistiram-lhe muito para que ficasse com eles. E ao se assentarem à mesa com Jesus, tomou o pão, deu graças, partiu-o e o deu a eles. E somente no partir do pão reconheceram o mestre. (grifo nosso)
Podemos aprender que somente Jesus pode nos abrir o entendimento para crer nele, aqueles que ele escolheu pois Ele mesmo disse: ”Vocês não me escolheram, mas eu os escolhi” João 15:16a. E também ele mesmo nos advertiu para não sejamos incrédulos, mas crentes ao não precisar vê-lo para crer nele.
    Então chegaram ao lugar de conselho, Emaús, ao estarem no final do caminho. E lhes ardiam os corações e cheios de compaixão tiveram oportunidade de convidarem-o para cear com eles.E Jesús estava com eles à mesa, mesa é um lugar de comunhão e vitória: “Preparas uma mesa perante mim na presença dos meus inimigos”Salmo 23:5a. Sendo que mesa é um morro achatado que tem pastos ternos e para onde os pastores levam as ovelhas durante o verão em Israel.

   Logo Jesús “tomou o pão, e o abençoou e no partiu-o e lho deu” e somente alí os olhos se lhes abriram e o reconheceram. Somente ao dividir e compartilhar do seu amor e entrega por nós, a santa ceia, que nos remete á cruz e seu sublime sacrifício. E que nos trouxe a vitória definitiva é que podemos reconhecer o bom pastor e seu amor. Foi naquele lugar alto do Gólgota onde Jesús entregou o seu corpo: a sua carne, o pão que desceu dos céus por nós. Quem recebe a Jesús e o convida a entrar e cear com ele e desfruta da intimidade com ele pode, somente então, reconhecê-lo e compreendê-lo como verdadeiramente ele é.


“Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz.” Isaías 9:6

“Na verdade, na verdade vos digo que aquele que não entra pela porta no curral das ovelhas, mas sobe por outra parte, é ladrão e salteador.” João 10:1

“Eu sou o bom Pastor; o bom Pastor dá a sua vida pelas ovelhas.” João 10:11

“Aquele, porém, que entra pela porta é o pastor das ovelhas.” João 10:2

“E disse-lhes Jesus: Todos vós esta noite vos escandalizareis em mim; porque está escrito: Ferirei o pastor, e as ovelhas se dispersarão.” Marcos 14:27