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sábado, 26 de maio de 2012

O plano mais ambicioso da história


"A medida que desenvolve sua consciência, todo ser humano quer saber qual é o sentido da vida. Procuramos esse sentido nos diplomas, nas riquezas, nos projetos filantrópicos, no bem estar social. Como andarilhos nesta complexa existência, frequentemente indagamos: Quem somos? Por que existimos? Contudo, não poucas vezes, quanto mais procuramos nossas respostas, mais expandimos nossas dúvidas.
O ser humano é uma pergunta que por dezenas de anos busca uma resposta. Aqueles que não se perturbam diante dos mistérios que cercam a vida ou estão entorpecidos pelo sistema social ou nunca usaram com profundidade a arte de pensar. Trabalhamos, amamos, planejamos o futuro, mas não percebemos que somos músculos prontos inseridos no espaço.
Olhe para a lua e imagine-se pisando em um solo. Perceba o quanto somos pequenos. Temos a impressão de sermos os donos do mundo e entender tudo. Ledo engano! Não somos donos de nada, nem da vida que pulsa em nossas células. Não entendemos quase nada. Em qualquer área, a ciência produziu conhecimento que possuímos pode se tornar um véu que encobre a nossa ignorância.
Temos por exemplo a química. Conhecemos a matéria, as moléculas, os átomos, a partículas subatômicas, ondas eletromagnéticas. O que conhecemos depois disso? Muito pouco, embora ainda haja uma escala infinita de conhecimento. Atados ao tempo e ao espaço, queremos entender o mundo, e mal sabemos explicar quem somos.
Houve um homem que via o mundo além do tempo e do espaço. Era de uma estatura mediana como qualquer um se nós, mas naquele homem se concentrava a força cradora do universo  e de tudo o que tem vida, e toda a energia cósmica. Esse homem foi Jesus Cristo, o Mestre dos Mestres.
Um dia, quando os fariseus debatiam com o mestre, ele disse algo que ninguém em plena sanidade mental teria coragem de dizer. Afirmou que sabia de onde tinha vindo e é para onde ia (João 8:14). Nenhum de nós sabe de onde veio e para onde vai, a não ser que use a fé. A fé é ausência de dúvida. No entanto, se usarmos exclusivamente a razão, somos obrigados a confessar que a dúvida é a mais íntima companheira de nossa existência.
Como Jesus Cristo podia afirmar que sabia de onde vinha e para onde ia? São impressionantes os paradoxos que o cercam. Ao mesmo tempo que previa a sua morte, afirmava que já existia antes desta curta existência e depois dela continuaria existindo. Ao ser preso, todos os seus amigos o abandonaram. Ao ser crucificado, seus amigos e inimigos pensaram que ele havia mergulhado no caos da morte. Mas, ao contrário da lógica, ele sabia para onde ia. Declarava que ia para além de um túmulo fechado, escuro e úmido.
Somos exclusivistas; Jesus desejava incluir. Sua missão era surpreendente. Ele não veio para fundar uma nova escola de dogmas e ideias. Seu plano era infinitamente maior. Veio introduzir o ser humano na eternidade, trazê-lo de volta para o Autor da Vida e dar-lhe o seu Espírito. Como faria isso? Vamos procurar entender passo a passo.
Se há livros misteriosos, repletos de palavras e situações enigmáticas são os evangelhos. Nos textos desses livros há indicação clara de que o nascimento, o crescimento, o anonimato, a profissão e a missão de Jesus foram estritamente planejados.
Nada foi ao acaso. Esse planejamento fica claro no texto em que Mateus descreve o precursor de Jesus, aquele que foi encarregado de apresentá-lo ao mundo. (Mateus 3:4) O evangelista diz que João Batista veio propositadamente como um homem estranho, com vestes, moradia e alimentação incomuns. João vestia pele de camelo, comia gafanhotos e mel silvestre e morava no deserto. Nada mais estranho. Convenhamos que nenhum arauto de um rei teria tal comportamento.
Jesus perguntou aos fariseus sobre o precursor: “O que esperavam? Um homem com vetes finas?”E continua afirmando que os que têm vestes finas habitam em palácios, enquanto que ele e João Batista optaram por uma vida sem privilégios sociais. Eram simples por fora, mas ricos por dentro.
O Autor da vida não queria que as pessoas se dobrassem aos seus pés pelo seu poder, mas pelo seu amor. Os seres humanos sempre se deixaram fascinar mais pelo poder financeiro e político do que pelo amor. Mas Jesus, que podia ter o mundo aos seus pés se usasse seu poder, preferiu ser amado a ser temido. Por incrível que parece, o Todo-Poderoso veio procurar amigos, e não escravos, por isso veio pessoalmente conviver com as mais diferentes pessoas. Quantos de nós, ao conquistar mais poder, perdemos os amigos?
Segundo os textos dos evangelhos, Deus tem plena conciência de todas as necessidades humanas. Cada dor, angústia ou aflição toca sua emoção. Ele nunca foi indiferente ao pranto dos pais que perderam seus filhos. Está presente em cada lágrima derramada, em cada momento de desespero. Penetra em todos os seus momentos de solidão e de descrença da vida.
Certa vez, ao ver uma viúva da cidade de Naim que perdera seu único filho, Jesus ficou profundamente sensibilizado (Lucas 7:11). Ela não precisou lhe dizer nada sobre a sua solidão. Ele ficou tão emocionado com sua dor, que fez um milagre sem que ela lhe pedisse.
Apesar de saber de todas as coisas, Deus não intervém na humanidade da forma como gostaríamos e como Ele desejaria intervir. Caso contrário, passaria por cima dos seus próprios princípios. Transgrediria a liberdade que dá aos seres humanos de seguirem seus destinos na pequena bolha do tempo.
Observem o comportamento de Jesus enquanto caminhava na Judeia e na Galiléia. Ele não presionava ninguém para segui-lo, nem mesmo usava seus milagres para subjugar qualquer pessoa. Somente isso explica por que não impediu Pedro de negá-lo, nem Judas de traí-lo. Comunicou o que iria acontecer e não fez nada para mudar a disposição dos dois. Nunca alguém honrou tanto a liberdade humana. Falamos em liberade nos tratados de direito e de filosofia, mas pouco sabemos sobre ela.
Deus não poderia dar àqueles que criou à sua imagem e semelhança menos  liberdade do que dá para si mesmo. O Autor da vida sempre respeitou a liberdade de suas cristuras porque sempre respeitou a sua própria.
Às vezes, as pessoas andam por caminhos desconhecidos, por trajetórias acidentadas. Essas trajetórias geram a necessidade de milhares de diálogos entre elas e Deus e, por fim, tal comunicação, em forma de oração e de meditação, se torna um relacionamento íntimo e efetivo entre Deus e o ser humano. O Mestre da Vida suportou todo o seu sacrifício para gerar pessoas livres e felizes, e não máquinas humanas controladas por ele.
Um dia as crianças que morreram na mais tenra infância conquistarão uma personalidade: construirão ideias, sentirão, decidirão, terão uma história. Jesus mesmo disse que o reino dos céus era das crianças, referindo-se não apenas às de pouca idade, mas também às pessoas que não se diplomam na vida, que não se contaminam com a auto-suficiência nem se consideram prontas (Mateus 18:3).
Por outro lado, os homens o julgaram e o odiaram injustamente; por outro, ele planejou cada passo do seu julgamento e morte. Com precisão cirúrgica, traçou todos os passos de sua vida. Por incrível que pareça, nada escapou ao seu controle. Disse claramente a Pilatos que tinha vindo à terra com propósito específico. Era um mestre e um maestro da vida. Enquanto traçava o seu plano, afinava a emoção dos que o cercavam e os ensinava a viver.
Toda pessoa que quer brilhar em sua história necessita ser empreendedora, criativa, ter uma dose de ousadia e possuir metas bem elaboradas. A criatividade e a ousadia de Jesus para cumprir suas metas eram fascinantes. Planejou morrer pela humanidade de um modo específico e num tempo determinado. Amou apaixonadamente uma espécie que conhecia mal a linguagem do amor.
Aos olhos dos filósofos, dos pensadores humanistas, dos cientistas sociais e até do senso comum, é incompreensível a morte de Jesus. Porém, se sairmos da bolha do tempo, do sistema social em que vivemos e das preocupações da existência que ocupam nossa mente, compreenderemos a intenção do mestre da Vida. Perceberemos que ele foi o maior empreendedor de que se tem notícia.
Como já dissemos, Jesus Cristo não veio inaugurar uma nova escola do pensamento, novos rituais espirituais, nem ditar regras de comportamento, embora estabelecesse nobilíssimos princípios de conduta. Seu plano incluía todos os homens e todas as mulheres de todas as religiões. Os judeus, os islamitas, os budistas, os hinduístas, os sufistas, os negros, os brancos, os amarelos, os ricos, os miseráveis, as prostitutas, os puritanos, os doentes, os sadios, enfim, todos os seres humanos de qualquer época e cultura estão incluídos no seu projeto.
O Criador, através de seu filho unigênito, quis dar aos mortais uma longevidade que a medicina jamais sonhou. Quis estabelecer uma justiça que os fóruns do mundo inteiro jamais imaginariam que existisse. O mais justo e dócil dos homens veio sangrar por nós e causar a maior revolução da história da humanidade. Que plano fenomenal!
Apesar do plano de Deus ser inigualável, temos de indagar: se há um criador com infinita sabedoria, por que Ele não arrumou um modo mais fácil de resgatar a humanidade? Porque o filho do Altíssimo precisou nascer num estábulo, levar uma vida simples, dormir ao relento, ser torturado, ter seu corpo açoitado,ser humilhado publicamente e, por fim, morer lenta e dramaticamente cravado numa trave de madeira?
Para entender a essas perguntas temos de ler inúmeras vezes suas biografias e, tanto quanto possível, nos esvaziar de nossos preconceitos para enxergar o problema da humanidade com os olhos do mestre.
O problema está ligado a dois pontos fundamentais da existência  do ser humano: a debilidade física do corpo e a incapacidade de gerenciar pensamentos e emoções. Vamos entender melhor..."

CURY, Augusto. O Mestre da Vida. Jesus o maior semeador de alegria, liberdade e esperança. Análise da Inteligência de Cristo,  Cap. 10 pág. 138-144, Ed. Sextante, Rio de Janeiro, 2006.