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sábado, 20 de agosto de 2011

Perigos finais para Israel


"Por isso, todos os que te devoram serão devorados; e todos os teus adversários serão levados, cada um deles para o cativeiro; os que te despojam serão despojados, e entregarei ao saque todos os que te saqueiam. Porque te restaurarei a saúde e curarei as tuas chagas, diz o Senhor; pois te chamaram a repudiada, dizendo: É Sião, já ninguém pergunta por ela" (Jr 30.16-17).

No período de tribulação que está por vir, Israel será abandonado por todas as nações gentias e não terá ninguém a quem recorrer... exceto ao Senhor. Apenas o Senhor Deus de Israel cuidará de Sião. Quando isso ocorrer na Tribulação, quando puder se voltar apenas ao Senhor, Israel se voltará para Ele. Será naquele momento que o Senhor resgatará Sua esposa que anteriormente era teimosa e desobediente. Entretanto, hoje vemos um número cada vez maior de ameaças no horizonte, que pretendem varrer Israel do mapa. Tenho uma predição a fazer: Israel não apenas sobreviverá, mas também renovará seu relacionamento com o Senhor e se tornará poderosamente usado por Ele nos dias porvir.

PERIGO NÚMERO UM

Os protestos do Dia da Nakba começaram com grande estardalhaço e o rompimento da fronteira síria pela primeira vez desde a Guerra do Yom Kippur em 1973. A observância que os árabes fazem do Dia da Nakba (que significa "catástrofe") é em 15 de maio a cada ano e ocorre no dia seguinte à celebração da Independência de Israel. No dia 15 de maio de 2011, os árabes se infiltraram pelas fronteiras de Israel em três lugares: nas Colinas de Golan, vindos da Síria e do Líbano, e na Faixa de Gaza. Além disso, houve importantes levantes na Judéia e em Samaria (a Margem Ocidental) e em Jerusalém.

A brecha na fronteira da Síria é vista como a maior das ameaças. As Forças de Defesa de Israel (FOI) foram pegas de surpresa à medida que os manifestantes forçaram uma cerca e penetraram em Israel. A cidade israelense de Majdal Shams foi assolada pelos refugiados vindos da Síria até que as FOI conseguiram levá-Ios de volta para a Síria. Pelo menos quatro árabes foram mortos e dezenas deles ficaram feridos. Na frente libanesa, outros quatro árabes foram mortos e onze ficaram feridos. Ali a FOI estava preparada para o ataque dos árabes. Esses levantes são temidos por muitos em Israel como sendo o início de uma terceira "intifada" (rebelião). Não há dúvida de que uma pressão intensa está sendo imposta a Israel, uma vez que o país está sendo pressionado por muitos lados.

PERIGO NÚMERO DOIS

No final de maio, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, fez uma viagem importante aos Estados Unidos, incluindo um encontro com a Casa Branca no dia 20 de maio. No dia 22 de maio, o presidente Obama fez um discurso sobre Israel e o Oriente Médio. Isso foi um dia antes de Netanyahu falar a cerca de 10 mil pessoas no encontro anual da AIPAC (Comitê EUA-Israel de Negócios Públicos), apresentando sua visão sobre como Israel deverá se portar à luz de tantos acontecimentos. Netanyahu também falou a uma sessão connjunta do Congresso no dia 23 de maio.

Havia uma preocupação de que o primeiro-ministro israelense não firmaria sua posição e que seria intimidado pelo governo Obama e pelo Departamento de Estado, a fim de desistir de parte do território de Israel em favor dos árabes. Bill Koenig, que dá cobertura jornalística à Casa Branca, disse: "Os líderes judeus ortodoxos locais com quem falei estão muito preocupados de que Netanyahu ceda em Washington. Eles estão muito decepcionados com a aprovação pública e a busca da solução de dois Estados por parte dele, o que, segundo crêem, foi uma violação da confiança e até mesmo uma "capitulação" diante da pressão dos EUA". [1] Todavia, até agora Netanyahu tem se mostrado decidido quanto a manter Jerusalém sob o controle de Israel. Mas, a pergunta que está no ar é o que o governo Obama, as Nações Unidas e a União Européia estão escondendo na manga. "Muitos nos bairros judeu, cristão e árabe da Cidade Velha crêem que, finalmente, ela ficará sob controle internacional, via Nações Unidas, em acordos futuros",[2] de acordo com Koenig.

PERIGO NÚMERO TRÊS

Muitas nações árabes e muçulmanas pretendiam enviar a Gaza a Flotilha 2, em um esforço para quebrar o bloqueio naval em torno de Gaza. No ano passado, a Flotilha 1 causou um grande incidente internacional quando Israel interceptou os navios para se certificar de que eles não estavam contrabandeando armas e mísseis para Gaza em sua luta contra Israel. O mundo condenou Israel uma vez que foram mortos alguns dos terroristas de um dos barcos, por atacarem brutalmente os israelenses quando estes estavam subindo a bordo para inspecionar o navio. Ao pensar nessa ameaça, juntamente com todos os eventos anti-israelenses que estão acontecendo, percebe-se toda a pressão extra sobre Israel aos olhos do mundo, num momento em que tantas outras coisas ameaçam a nação de Deus.

PERIGO NÚMERO QUATRO

Samantha Power, membro do Conselho de Segurança Nacional do governo Obama, e considerada a arquiteta da política de intervenção americana na Líbia, foi descrita assim por Stanley Kurtz:

Quem compartilha dos objetivos de política externa de Noam Chomsky? Quem é uma conselheira presidencial influente, a quem Tom Hayden, um revolucionário dos anos 1960, trata como companheira radical? Quem é uma funcionária da Casa Branca que escreveu um livro com o objetivo de transformar em herói popular um burocrata das Nações Unidas [Sérgio Vieira de Mello, que era] anti-americano, anti-israelense, inspirado no marxismo e amante do governo mundial? Samantha Power, diretora-sênior de assuntos multilaterais do Conselho de Segurança Nacional, e, talvez, a principal arquiteta da atual intervenção na Líbia, corresponde a todas descrições.

Essas "amostras" amedrontadoras podem ser descartadas como "pegadinhas" isoladas. Infelizmente, quando vemos esses afloramentos radicais na esfera total da obra de sua vida, Samantha Power emerge como o pesadelo de um patriota - uma mulher determinada a subordinar a soberania nacional da América a uma ordem internacional amplamente controlada por burocratas esquerdistas. Superficialmente, a preocupação principal de Power é colocar um fim no genocídio e nos "crimes contra a humanidade". Mais profundamente, o objetivo dela é usar ao máximo o horror por nós compartilhado pelo pior que os seres humanos podem cometer, a fim de instituir um regime cada vez mais amplo de governança transnacional redistributiva. [3]

Como Power crê que a força militar americana deveria ser usada em favor dos palestinos e contra Israel, alguns analistas acham que o motivo real da intervenção americana na Líbia foi estabelecer um precedente para uma intervenção final contra Israel a fim de impor uma solução àquele conflito. Isso estabelece o palco para o próximo perigo.

PERIGO NÚMERO CINCO

Uma das maiores ameaças dos últimos anos espreita em setembro de 2011, quando se espera que os palestinos declarem unilateralmente um Estado soberano com fronteiras não-negociadas. Espera-se que mais de 130 dos 192 países-membros das Nações Unidas apóiem o estabelecimento de um Estado palestino se o assunto for apresentado para votação pela Assembléia Geral em setembro vindouro. Alguns acreditam que os números podem chegar a 170 nações dando apoio a tal declaração. O que Israel fará ou deverá fazer se isso ocorrer? Esse fato provavelmente causaria tremendo caos em todo o Israel e no Oriente Médio, especialmente no Egito e em outros países naquela área que agora está sob controle mais radical.

Israel já foi aconselhado a fazer sua própria declaração unilateral em contraposição à dos palestinos, com fronteiras e territórios determinados. Outros sugerem a aceitação da declaração palestina e a transformação do conflito atual em uma guerra de fronteiras. Todavia, se a Palestina se tornar um Estado soberano aos olhos das Nações Unidas, dos EUA e da União Européia, o que é provável, qualquer incursão ao suposto território palestino resultará em sanções contra Israel e base para uma intervenção militar, como foi observado acima por Samantha Power, a consultora-chefe do presidente Obama para assuntos como este.

Você pode imaginar as forças militares americanas convocadas para se oporem e resistirem a Israel? Uma situação como essa seria um desastre. Penso que uma porcentagem significativa de tropas americanas se recusaria a participar de tal tarefa, criando assim um outro impasse.

CONCLUSÃO

As coisas estão se movendo com uma rapidez incrível em todo o mundo. Em acordo com os fatos relacionados a Israel, observamos o movimento em direção a um governo global ganhando força de todas as formas, todos os dias. Vemos uma cada vez maior fusão das economias nacionais em um sistema econômico global, estabelecendo as bases para o futuro governo temporário do Anticristo. A União Européia, que provavelmente é a preparação para o Império Romano Reavivado do Anticristo, continua a marchar adiante. O declínio do cristianismo evangélico americano em direção à apostasia, que é de tirar o fôlego, sem nenhum reavivamento em vista, continua a preparar o caminho para a falsa religião do Falso Profeta e do Anticristo.

Vemos alianças sem precedentes se desenvolvendo entre nações como Rússia, Irã e Turquia, que um dia atacarão Israel, de acordo com Ezequiel 38 e 39. Todas essas coisas estão acontecendo e se alinhando pela primeira vez na história, à medida que o mundo está sendo preparado para os eventos que explodirão dentro da história depois que o Arrebatamento tiver acontecido. Para muitos, a situação do mundo parece estar totalmente fora do alcance da influência de Deus, mas este não é o caso.

Não importa quão caóticas as coisas pareçam, sabemos pela Palavra de Deus que é Ele quem está no controle total do mundo. É o Senhor que permite que a humanidade decaída continue agindo, construindo seu próprio reino antes que Deus intervenha e estabeleça o reino dEle. A Bíblia afirma que o Reino de Deus será governado por um carpinteiro judeu, Jesus de Nazaré. O Reino de Deus será administrado por meio de judeus salvos, da nação de Israel e da cidade de Jerusalém. Quando vemos as ameaças e as angústias que Israel está enfrentando hoje, também podemos estar confiantes de que o Deus de Israel irá triunfar no final. Israel não será destruído corno esperam seus inimigos - em vez disso, Israel irá prosperar! Maranata. (Pre- Trib Perspectives apud Noticias de Israel Agosto de 2011, ano 33 nº 8)

Thomas Ice é diretor-executivo do Pre- Trib Research (enter em lynchburg, VA (EUA). Ele é autor de muitos livros e um dos editores da Bíblia de Estudo Profética.


Notas:

1. Bill Koenig, boletim "Koenig's Eye View from the White House" [A Visão de Koenig a Partir da Casa Branca], 13 de maio de 2011, www.wotch.org.
2. Koenig, boletim, 13 de maio de 2011.
3. Stanley Kurlz, "Samantha Power's Power: On the ideology an Obama adviser," [O Poder de Samantha Power: Sobre a ideologia de uma consultara de Obama] National Review Online, 5 de abril de 2011.