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segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Quem abençoa Israel...


Um muro cercava os guetos juudeus durante o Terceiro Reich. Durante décadas, um muro passou pelo meio da capital alemã (Berlim) e parte dos alemães estava aprisionada em um imennso gueto (a Alemanha Oriental, comunissta, durou 40 anos - mera coincidência?). Nazistas obrigaram judeus a atirar em seus irmãos judeus. Mais tarde, nas fronnteiras entre as duas Alemanhas, alemães foram obrigados a atirar em outros aleemães. Judeus tiveram de se esconder de alemães, e mais tarde alemães tiveram de se esconder de judeus. Coincidência? Ou será que por trás disso existe um princípio divino que condiciona toda a história da humanidade?

A Bíblia, e também a História mundial, está perpassada por um princípio: o indiivíduo e o povo que fazem o bem ao povo judeu são abençoados (por Deus). Mas quem faz o mal aos membros desse povo recebe de volta o mal. Deus disse a Abraão e a todo o povo de Israel: "Abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem" (Gn 12.3).

Por que acontece isso? Israel, diz a Bíblia, foi escolhido por Deus como um povo que deveria servir a Ele e aos outros de uma forma especial. Deus vê Israel como a menina do Seu próprio olho (Zc 2.8), ou seja, Israel é especialmente importante para Deus. Isso não quer dizer que tudo o que os judeus/israelenses/o Estado de Israel fazem é sempre correto, mas Deus não anula as promessas que fez a Seu povo escolhido, Israel.

E os cristãos? Por Jesus, e crendo que Ele é a reconciliação pelos nossos pecados, temos acesso ao Deus de Israel e recebemos a mesma vocação de servir a Deus e aos homens.

Na Carta aos Romanos o apóstolo Paulo nos exorta, como cristãos, a não nos elevarmos sobre o povo de Israel, mesmo que sua maioria não tenha aceitado a Cristo (Rm 11.18). Segundo Paulo, deveríamos antes fazer o povo judeu ficar com ciúmes através do nosso amor (v.ll).A Igreja fez o contrário muitas vezes - mas Deus sempre concede uma nova chance.

MALDIÇÃO E BÊNÇÃO NA BÍBLIA

Comecemos com um exemplo de bênção: no livro do Gênesis lemos acerca de Potifar, comandante da guarda egípcia, que fez do judeu José seu principal mordomo: 'o Senhor abençoou o eglpcio por causa de José" (Gn 39.5; veja Gn 30.27). Por José servir a Potifar, Deus abençoou esse homem. Mais tarde, a terra do Egito inteira foi abençoada através de José quando este ajudou o povo a superar uma crise de fome (Gn 41).

O livro do Êxodo fala de um tempo em que o Egito havia esquecido a bênção que José tinha trazido para o país. O relato diz que o Faraó egípcio escravizava e tentava aniquilar o povo judeu. Ordenou que se afogassem todos os bebês judeus meninos (Êx 1.15ss.). Mas, o que aconteceu? O extermínio dos primogênitos egípcios por meio do anjo de Deus (Êx 12.29). Mais tarde, quando os egípcios perseguiam o povo de Israel, acabaram morrendo afogados. Exatamente a mesma maldição com que haviam amaldiçoado os bebês judeus, a morte por afogamento, caía agora sobre eles.

Não muito depois desse acontecimento, Amaleque guerreava contra Israel. Nessa ocasião o método de exterminar Israel era a guerra. Alguns séculos mais tarde, a mesma maldição tocou para Amaleque: Saul passou por Amaleque guerreando (1 Sm 15.1-3;6). Aos queneus, que viviam sob Amaleque, Saul ordenou que se afastassem rapidamente para não serem envolvidos na guerra. Os queneus não haviam lutado contra Israel; tinham abençoado o povo juudeu (veja Nm 10.29-32; os queneus eram uma tribo midianita).

Uma evidência muito óbvia do princípio "bênção e maldição" é encontrada no livro de Ester. Hamã foi erguido à posição de funcionário público mais proeminente. Todos dobravam seus joelhos diante dele; apenas o judeu Mordecai se negou, uma vez que não se inclinava diante de outro ser humano (Et 3.1-6). O irado Hamã fez duas coisas: tentou conseguir que o povo judeu inteiro fosse exterminado e mandou levantar uma forca onde Mordecai deveria ser morto (Et 5.13ss.). O que aconteceu? Hamã foi enforcado justamente na forca que mandara levantar para o judeu Mordecai (Et 7.9). Então os judeus foram salvos e mataram seus inimigos.

No livro do profeta Joel lemos acerca de um juízo divino onde apenas a maneira de lidar com o povo judeu é que decide a sentença. Deus diz: ': .. e ali entrarei em juízo contra elas por causa do meu povo e da minha herança, Israel, a quem elas espalharam por entre os povos, repartindo a minha terra entre si" (fi 3.2). Vemos o mesmo princípio em ação. Essa declaração acerca da divisão da terra de Israel lembra um evento histórico do ano de 1947: a Palestiina daquela época foi dividida pelas Nações Unidas (por "todas as nações", Jl 3.1) em uma parte jordaniana (Margem Ocidental) e uma parte israelense. Isso poderia trazer conseqüências negativas?

Deus diz a Seu povo Israel em Isaías 49.25: "Eu contenderei com os que contendem contigo .. ." Quem luta contra Israel, inclusive com palavras, coloca-se em risco de um dia vir a ser chamado à responsabilidade por Deus. Uma olhada para o Novo Testamento mostra a eficácia e o cumprimento inquebrantável desse mesmo princípio. Nos Evangelhos lemos de apenas dois gentios servindo a Jesus. Ambos tinham um bom conhecimento da posição de Israel dentro do plano divino. A mulher siro-fenícia cuja filha foi curada sabia que lhe cabiam apenas as migalhas que caíam da mesa e que o pão cabia aos judeus (Mc 7.24ss.). Acerca do centurião romano cujo servo foi curado por Jesus está escrito que isso lhe aconteceu "porque é amigo do nosso povo, e ele mesmo nos edificou a sinagoga" (Lc 7.5). E acerca do primeiro gentio a quem foi pregado o Evangelho de Jesus está escrito que era “piedoso e temente a Deus com toda a sua casa e que fazia muitas esmolas ao povo e, de contínuo, orava a Deus ... O centurião Cornélio, homem reto e temente a Deus e tendo bom testemunho de toda a nação judaica ... " (At 10.1,22). Será que foi por coincidência que o primeiro gentio a servir a Jesus e o primeiro gentio a aceitar a fé cristã tinham ambos um profundo amor pelo povo judeu? Paulo exorta os cristãos gentios em Roma a não se gloriarem contra os judeus. Ele diz que isso poderia ter como conseqüência que eles, representados na figura da oliveira, fossem quebrados como ramos (Rm 11.18-22).

Encontramos a aplicação concreta e exata desse princípio espiritual tanto na História quanto na Bíblia:

MALDIÇÃO E BÊNÇÃO NA HISTÓRIA

Antigamente, a Espanha detinha um império muito grande e uma economia forte, especialmente devido à sua frota, a Armada. Em 1492 foi publicado o decreto real que deportava todos os judeus da Espanha. Com os judeus foram embora do país os sábios, os doutores e banqueiros. A economia espanhola ruiu e a Armada acabou derrotada na batalha marítima contra a Inglaterra, provavelmente devido a uma grande tormenta. A Espanha, que havia expulsado os judeus, foi expulsa de todas as terras que um dia possuiu. O mesmo se vê em relação à Inglaterra, que tratou muito bem os judeus no início do século passado, mas que durante a Segunda Guerra Mundial, por medo de perder suas boas relações com os árabes, fez uma reviravolta e reduziu drasticamente a permissão de entrada de judeus em Israel. Nos anos seguintes, a Inglaterra perdeu muito território, inclusive a Índia e o canal de Suez.

A Alemanha também fornece um exemplo muito evidente da aplicação desse princípio de bênção e maldição: depois da Segunda Guerra Mundial, o chanceler alemão Konrad Adenauer prometeu pagar reparações aos judeus, mesmo com a situação ' econômica difícil. A Alemanha Ocidental experimentou então o chamado "milagre econômico". A Alemanha comunista, por sua vez, negou até 1986 ter qualquer culpa ou dívida para com os judeus.

Em 1967, quando as nações árabes atacaram Israel, Nasser jurou jogar os judeus ao mar, ou seja, enxotá-Ios de seu país, lançando-os no Mediterrâneo. Mas foram os egípcios que tiveram de fugir pelo Canal de Suez. O rei Hussein jurou expandir suas fronteiras, mas estas foram "expandidas" na direção oposta.

A maneira da Rússia e dos Estados Unidos lidarem com Israel e com seu destino também demonstra a validade desse princípio; a América é considerada amiga de Israel, enquanto a Rússia apoiou regularmente os países árabes com o envio de armamentos e, por muito tempo, não deixou os judeus emigrarem.

Zacarias 12.2-3 e 14.1-4 descreve que, no final dos tempos, todas as nações se levantarão contra Jerusalém e que Cristo voltará para destruí-Ias pessoalmente. A política atual já nos lembra repetidamente das palavras "cálice de tontear": "Eis que eu farei de Jerusalém um cálice de tontear para todos os povos em redor. .. farei de Jeerusalém uma pedra pesada para todos os povos; todos os que a erguerem se ferirão gravemente ... " (lc 12.2ss.). Há cem anos, quem teria imaginado que alguém se interessaria politicamente por Jerusalém dessa maneira? Jerusalém era uma cidade pequena nos limites do Império Otomano que despertava o interesse apenas de alguns poucos peregrinos e cientistas. Mas hoje essa profecia poderia se cumprir a qualquer momento.

Justamente porque a Bíblia promete que todo o mundo se voltará contra Israel e contra os judeus, é tão importante que nós cristãos saibamos o que a Escritura diz sobre Israel e sua eleição, para que não nos "conformemos com este século" mas "nos transformemos pela renovação da nossa mente" (Rm 12.2). (Fonte: Israel und wir Christen, Andreas Hornung, CKV Lüübeck,1998 citado por Noticias de Israel Julho de 2011, ano 33, nº 07).