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domingo, 24 de abril de 2011

O Cristo glorificado



      No dia da crucificação de Jesus todos os seus discípulos fugiram exceto João. Ele acompanhou o seu mestre até o Golgota, que quer dizer caveira. Lá ele viu seu mestre ser crucificado entre ladrões. Viu serem repartidos entre os soldados os seus vestidos e serem lançadas sortes sobre sua túnica. Ele ficou ali aos pés  de Jesus vendo toda a sua aflição e dor. Viu o sangue que escorria pelo seu corpo e seus pés ensangüentados. Esta foi a última imagem com que João ficou de Jesus: um Jesus desprezado e moído pelas nossas iniquidades e que aparentemente havia sido derrotado. Parecia que o sonho havia acabado, a esperança havia fugido. Aquele que outrora resuscitara a Lázaro dos mortos tinha encarado a morte e sucumbido. A imagem dos pés pregados no madeiro de Jesus deve ter ficado impressa na mente de João e o perseguia. Muitos como João, hoje nesta páscoa, tem uma imagem assim de Jesus: crucificado, morto pelos nossos pecados, ensangüentado e derrotado. Porem Jesus não quis que seu apostolo amado ficasse com essa imagem dele. Em Apocalipse I:12-18 ele se apresenta a João:

“E virei-me para ver quem falava comigo. E, virando-me, vi sete castiçais de ouro; E no meio dos sete castiçais um semelhante ao Filho do homem, vestido até aos pés de uma roupa comprida, e cingido pelos peitos com um cinto de ouro. E a sua cabeça e cabelos eram brancos como lã branca, como a neve, e os seus olhos como chama de fogo; E os seus pés, semelhantes a latão reluzente, como se tivessem sido refinados numa fornalha, e a sua voz como a voz de muitas águas. E ele tinha na sua destra sete estrelas; e da sua boca saía uma aguda espada de dois fios; e o seu rosto era como o sol, quando na sua força resplandece. E eu, quando vi, caí a seus pés como morto; e ele pôs sobre mim a sua destra, dizendo-me: Não temas; Eu sou o primeiro e o último; E o que vivo e fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre. Amém. E tenho as chaves da morte e do inferno.”

João viu a um Jesus triunfante que passeia no meio da sua igreja (sete castiçais de ouro) em comunhão intima com seu povo. A expressão “semelhante ao Filho do homem” se refere ao eterno Rei sobre o reino de Deus. Jesus aparece a João como rei com "vestes longas" que indicam autoridade e poder. O "cinto cinjido nos lombos" indicam a justiça e o ouro a pureza e santidade de Deus. "Os cabelos brancos como a neve" indicam a eternidade (Daniel 7:9), a pureza (Salmo 51:7; Isaías 1:18), a sabedoria e a honra (Levítico 19:32; Provérbios 16:31; 20:29). Os "olhos de fogo" demostram que seu olhar penetra e vê tudo que o homem faz , segundo a intenção do coração, e julga, castiga os ímpios e protege aqueles que são fiéis. Os pés semelhantes ao latão reluzente faz aluzão que Deus calcará a seus pés o seus inimigos (Isaías 41:2; Habacuque 3:12) e pés metálicos sugerem a força para esmagar os inimigos (Miquéias 4:13; Daniel 2:33,40-42; veja Romanos 16:20). A sua voz de muitas aguas lembramo-nos da visão de Daniel (10:6). “Tinha na mão direita sete estrelas” que são identificadas, no versículo 20, como os anjos das sete igrejas, os mesmos que recebem as cartas nos capítulos 2 e 3. Quando pensamos na distância imensa entre as estrelas no céu, esta imagem sugere a enormidade de Jesus. Segurar as sete estrelas das igrejas na sua mão mostra seu poder sobre a igreja para fazer como a sua justiça o que Ele decidir. Lembra-nos também que ninguém pode arrebatar-nos de suas mãos assim como ninguém pode alcançar as estrelas. “Da boca saía-lhe uma afiada espada de dois gumes”, esta passagem certamente representa a palavra de Deus (Hebreus 4:12-13), destacando seu poder para julgar, castigar e destruir (19:15; Salmo 149:6-9; Isaías 11:4; Provérbios 5:4).
“O seu rosto brilhava como o sol na sua força”, Ele mostra-se surpreendente aqui! Jesus como a luz do mundo é um dos temas espalhados pelo evangelho de João (1:4-9; 3:19-21; 8:12; 9:5; 12:35-36,46).
“Quando o vi, caí a seus pés como morto”, nesta passagem apesar de João ser um dos companheiros mais íntimos de Jesus durante o seu ministério terrestre, mostra sua reverência absoluta para com o Cristo. Ele reage com respeito e temor diante de Jesus. Ele acabou de ver Jesus pronto para julgar, e caiu como morto. Comparado à reação de Isaías ante uma visão semelhante (Isaías 6:5).
“Porém, ele pôs sobre mim a mão direita, dizendo: Não temas”, Jesus não veio para condenar a João. A mão estendida oferece conforto, e as palavras trazem alívio.
Em “Eu sou o primeiro e o último” Jesus afirma a sua eternidade e divindade com a mesma força de expressão usada no versículo 8 (veja 2:8; 22:13). É uma afirmação de divindade usada por Isaías (41:4; 44:6-8; 48:12). A aplicação deste termo a Jesus é uma das muitas provas de sua divindade. Qualquer pessoa ou doutrina que negue que Jesus é Deus necessariamente o trata como um mentiroso, pois ele mesmo alegou ser divino.
“E aquele que vive; estive morto, mas eis que estou vivo pelos séculos dos séculos” aqui Jesus afirma que vive eternamente, mas é o mesmo que esteve morto. A morte, sepultamento e ressurreição de Jesus são fatos fundamentais do evangelho (1 Coríntios 15:3-4). Ele morreu pelos nossos pecados, e vive para nos governar e ajudar. “Estive morto”, ele diz. A morte não segurou Jesus (Atos 2:24-32). Este fato é de grande importância. Paulo argumenta que, se Jesus nos salvou dos pecados do passado pela sua morte, ele é capaz de fazer muito mais para nos preservar pela sua vida (Romanos 5:8-11).
“E tenho as chaves da morte e do inferno”, Jesus não apenas “escapou” do sepulcro, ele venceu a morte e o inferno. Ele tem as chaves na mão. Ele não permitirá que seus servos sejam presos eternamente na morte. É uma mensagem de conforto e confiança para aqueles que crêem (Hebreus 2:14-18; Colossenses 2:15; 1 João 3:8).


Que maravilha! Ao podermos vislumbrar o cristo glorificado temos a certeza do poder e autoridade de Jesus. O seu poder é algo incomensurável e seu amor inextinguível. A sua preocupação com João para reeditar a sua memória e não vê-lo apenas como cordeiro, agora ele vem poderoso, como o Leão da tribo de Judá. O seu amor ao se entregar por todos nos, faz-nos lembrar do Jardim do Getsemini quando ele suou sangue ao ter total ciência do que lhe passaria e sentir toda a aflição da cruz mas principalmente da separação do Pai por carregar os nossos pecados. O Pai ao ser Santo e imaculado se afastou do Filho pois sobre Ele todos os pecados de todos os cristãos de todos os tempos estavam depositados. Nisso se cumpriu o que dissera o profeta Isaías 1400 anos antes “Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido.” Isaías 53:4 Ele então na cruz exclamou: “E, à hora nona, Jesus exclamou com grande voz, dizendo: Eloí, Eloí, lamá sabactâni? que, traduzido, é: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” Marcos 15:34.

Mas a entrega de Jesus foi de sua vontade apesar do seu pleno poder. Vejamos o que Jesus disse a Pedro quando os guardas do templo e Judas vieram prendê-lo no Jardim do Getsemini: “Ou pensas tu que eu não poderia agora orar a meu Pai, e que ele não me daria mais de doze legiões de anjos?” Mateus 26:53. Ele disse a pedro para não reagir a sua prisão pois se Ele quisesse pediria ao Pai e o Pai lhe enviaria doze legiões de anjos. Segundo a Wikipedia uma legião romana era composta por 1.000 a 8.000 soldados romanos além de servos, escravos e seguidores. Lembremos-no o que apenas um anjo enviado por Deus contra os inimigos de Israel, seu povo, fez: “naquela mesma noite saiu o anjo do SENHOR, e feriu no arraial dos assírios a cento e oitenta e cinco mil deles; e, levantando-se pela manhã cedo, eis que todos eram cadáveres.” 2 Reis 19:35. Ou seja Jesus tinha poder de pedir ao Pai e ele lhe enviaria mais de 12 legiões de anjos. Se um anjo foi capaz de matar a cento e oitenta e cinco mil soldados, ao menos doze legiões de anjos totalizando o mínimo de 12.000 anjos seria capaz de matar ao menos 2 bilhões duzentos e vinte milhões de soldados, um número de soldados que até mesmo hoje seria impossível ajuntar. Vemos aqui que o Poder de Deus é algo tremendo mas o seu amor é muito maior.